Triângulo e Alto Paranaíba – Exemplo para o país

O desenvolvimento deixou de ser exclusividade das cidades-polo

Hélio Mendes | Divulgação

O Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba, regiões que por diversas vezes demonstraram o desejo de se tornarem uma nova unidade da federação – o Estado do Triângulo -, seguem evidenciando sua força em vários setores. Na última tentativa, a separação não ocorreu por uma pequena diferença de votos, mas o sentimento de emancipação ainda pulsa no coração de muitos.

Nas últimas décadas, ambas as regiões se reinventaram nos campos econômico, político e cultural. O desenvolvimento deixou de ser exclusividade das cidades-polo.

Antes, apenas Uberlândia, Uberaba, Araguari, Araxá, Ituiutaba e Patos de Minas se destacavam. Hoje, inúmeras cidades médias ganharam independência, com representação política própria e matrizes econômicas diversificadas, ancoradas em cadeias produtivas consolidadas.

No ensino superior, um dos vetores do progresso, a Universidade Federal de Uberlândia expandiu-se com vários campi nas duas regiões. A Universidade Federal de Viçosa está presente no Alto Paranaiba, além de várias fundações e escolas técnicas. A mineração também impulsiona o crescimento em diversas cidades. Quem percorreu a região há dez anos e retorna agora encontrará um novo cenário – referência nacional.

Um dos fatores de sucesso é a cultura de inovação. A população evita o apego a modelos antigos e acolhe bem quem vem de outras regiões para contribuir. O espírito empreendedor encontrou solo fértil. Ainda que o Estado do Triângulo não tenha sido oficializado, a região cresce e se comporta como se já o fosse.

Hélio Mendes – Consultor na área empresarial e política e autor do livro Planejamento Estratégico Reverso e Gestão Reversa.

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