Especialista alerta para relação entre saúde bucal, doenças sistêmicas e qualidade de vida

O dia 12 de maio marca o Dia Mundial da Saúde Gengival, uma data que chama atenção para um cuidado muitas vezes negligenciado, mas essencial para o funcionamento do organismo como um todo. Mais do que estética ou conforto, a saúde das gengivas está diretamente ligada à prevenção de doenças e à qualidade de vida.

Segundo o cirurgião-dentista Helder Menezes, especialista em periodontia e implantodontia, mestre e doutor em Ciências Odontológicas, a boca é uma porta de entrada para o corpo — e inflamações gengivais podem ter impactos muito mais amplos do que se imagina.

“A gengivite e a periodontite não tratadas podem favorecer ou agravar doenças sistêmicas, como diabetes e problemas cardiovasculares. A inflamação crônica na gengiva libera substâncias que caem na corrente sanguínea e interferem em todo o organismo”, explica.

O problema é mais comum do que parece. Sangramento ao escovar os dentes, mau hálito persistente e retração gengival são alguns dos sinais de alerta — muitas vezes ignorados pela população.

A boa notícia é que a prevenção ainda é o melhor caminho. Higiene bucal adequada, acompanhamento regular com o dentista e atenção aos primeiros sintomas fazem toda a diferença.

Reabilitação com implantes exige gengiva saudável

A saúde gengival é determinante também para tratamentos mais complexos, como os implantes dentários. “Tecidos inflamados ou comprometidos aumentam o risco de complicações e até de perda do implante”, alerta Menezes que já realizou mais de 15 mil procedimentos deste tipo ao longo de sua carreira.

Segundo o especialista, quando o paciente perde um dente e não faz a reposição, pode ter dificuldade na mastigação, sobrecarga em outros dentes, alterações na fala e até perda óssea na região: “Com o tempo, isso pode afetar até o formato do rosto e tornar o tratamento mais complexo”.

Nesse contexto, os implantes dentários têm papel fundamental. Trata-se de uma estrutura, geralmente de titânio, instalada no osso para substituir a raiz do dente perdido, permitindo a fixação de uma prótese com aparência e função muito próximas às naturais.

“Hoje contamos com técnicas seguras e materiais biocompatíveis, mas o sucesso sempre começa com a saúde da gengiva e um bom planejamento”, reforça o especialista que atua há mais de 30 anos nas áreas clínica e acadêmica.

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