Pesquisa de clima não vale nada para o auditor fiscal

Uma empresa com 200 funcionários que ignorar a nova NR-1 pode acumular mais de R$ 1,3 milhão em passivo trabalhista. E o prazo já passou. Andréia Oliveira Sene, psicanalista, neurocientista e fundadora da Mente NR1, explica o que muda, e como ainda dá tempo de correr.

Publi Editorial | Divulgação

Desde 26 de maio de 2026, toda empresa com empregados CLT é obrigada a documentar riscos psicossociais, e os auditores do Ministério do Trabalho já estão em campo. Quem ainda não está em dia não está atrasado: está infrator. Para entender o que isso significa na prática, Célio Cardoso conversou com Andréia Oliveira Sene, psicanalista, neurocientista e fundadora da Mente NR1, plataforma de compliance psicossocial.

Célio Cardoso: O que mudou na NR-1 e por que isso só virou assunto agora?

Andréia Oliveira Sene: A NR-1 sempre tratou de saúde e segurança no trabalho, mas até pouco tempo cobria só riscos físicos, ruído, temperatura, agentes químicos. As Portarias 1.419 de 2024 e 765 de 2025 abriram um capítulo novo: agora a empresa também precisa identificar, documentar e agir sobre riscos psicossociais, pressão excessiva, assédio, jornadas abusivas, falta de clareza de função. Virou assunto agora porque a fiscalização entrou em vigor em 26 de maio. Antes era obrigação sem fiscal. Hoje tem auditor na rua.

Célio: Qual o tamanho real do problema para quem não estiver em dia?

Andréia Oliveira Sene: A multa vai de R$ 1.610 a R$ 6.708 por trabalhador exposto. Uma empresa com 50 funcionários pode ter passivo de até R$ 335 mil. Com 200, mais de R$ 1,3 milhão. Mas o dinheiro é só o começo. Sem documentação que comprove que a empresa tomou medidas, ela perde ações trabalhistas por adoecimento mental, e esses processos crescem todo mês. O risco real não é a multa: é o passivo acumulado silenciosamente.

Célio: Muita empresa vai dizer que já tem pesquisa de clima, avaliação de desempenho, programa de bem-estar. Isso não resolve?

Andréia Oliveira Sene: Esse é o mito mais perigoso que existe no mercado hoje. Pesquisa de clima não cumpre a NR-1. Clima mede satisfação, é importante para cultura, mas é opinião. A NR-1 exige um raio-X técnico dos riscos: método científico, classificação de gravidade, plano de ação documentado e arquivamento por 20 anos. O auditor fiscal chega na empresa, pede o inventário de riscos psicossociais, e pesquisa de clima não é resposta válida. A empresa que acha que já fez, mas não fez no formato correto, está tão exposta quanto a que não fez nada.

Célio: Por que uma plataforma que é específica para isso? Consultoria jurídica, RH ou uma planilha bem-feita não resolvem?

Andréia Oliveira Sene: Não é suficiente, por isso é extremamente importante salientar que a maioria das consultorias entrega um relatório bonito que o auditor não aceita porque está fora do formato técnico exigido. Construímos a Mente NR1 do zero com um objetivo claro: gerar o documento que o auditor tenha como validar. Os colaboradores respondem um questionário anônimo. A plataforma gera o inventário de riscos no formato exato da norma, monta o plano de ação e entrega o dossiê em PDF assinado digitalmente, retido por 20 anos. Não somos apenas gestão de bem-estar, somos proteção jurídica.

Célio: Para o empresário que ainda não fez nada e está lendo isso agora: por onde começa?

Andréia Oliveira Sene: Pelo diagnóstico. Em mentenr1.com. br tem um diagnóstico gratuito de três minutos: a empresa responde algumas perguntas e recebe na hora um relatório personalizado dizendo onde está e o que precisa fazer. Sem cartão, sem compromisso. Empresa pequena consegue ficar em dia em poucas semanas. O auditor não avisa antes de chegar, e ignorância da lei não é defesa.

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