IA muda o mercado de trabalho: habilidades humanas serão o grande diferencial

A inteligência artificial está transformando rapidamente o mercado de trabalho e exigirá adaptação dos profissionais. Para Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para Brasil e América Latina, a IA deve substituir funções repetitivas, mas o maior risco é ficar parado diante das mudanças.

Segundo o executivo, as vagas de entrada já exigem mais produtividade, já que ferramentas de IA passaram a executar tarefas operacionais antes destinadas a profissionais iniciantes. Ao mesmo tempo, novas oportunidades surgem em áreas ligadas à tecnologia e infraestrutura de inteligência artificial.

Beck afirma que o diferencial competitivo estará cada vez mais nas habilidades humanas. Ele destaca cinco competências essenciais para os próximos anos: comunicação, criatividade, curiosidade, coragem para aprender continuamente e empatia.

Outra tendência é a valorização das competências em vez do diploma. Empresas estão priorizando habilidades práticas e utilizando inteligência artificial para identificar candidatos mais alinhados às vagas, reduzindo a dependência do histórico acadêmico.

O LinkedIn também prepara o lançamento, em português, do Hiring Assistant, ferramenta de IA que automatiza parte do recrutamento. Nos testes realizados pela empresa, a tecnologia aumentou em até 30% a produtividade dos recrutadores, permitindo maior foco na seleção e no relacionamento com candidatos.

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