Inovação e negócios, sem esquecer as pessoas
Sou da geração que criou o primeiro computador, a internet e sou também um apaixonado por empresas exponenciais e startups – porém, um crítico severo às teorias que propõem inovar através da tecnologia, ignorando o ser humano. Recentemente, lancei um e-book no qual enalteci a tecnologia, pois não há como negar sua importância, mas o objetivo dela deve visar sempre as pessoas.
Tornou-se clichê dizer “pensar fora da caixa”. Concordo, entretanto, não podemos esquecer o que está dentro da caixa: são pessoas que criaram as empresas, suas estratégias e vão continuar realizando, caso se capacitem para esta nova era das organizações. Há muitas opções inovando com as tecnologias, mas também com novas estratégias, como é o caso da Estratégia do Oceano Azul, criada pelos professores de Estratégia e Gestão W. Chan Kim e Renné Mauborgne, os quais propõem uma nova Matriz de Há muitas opções inovando com as tecnologias, mas também com novas estratégias
Valor para empresas e setores
Temos adotado o Índice de Felicidade Interna Bruta como pré-requisito para inovação, algo utilizado nas economias desenvolvidas, em países e organizações, porque pessoas felizes trabalham e inovam mais.
Importante observar que, neste momento de euforia com a Inteligência Artificial, das babás eletrônicas e dos tablets para crianças a partir de um ano de idade, no trabalho, nas vias públicas e nas residências, as pessoas têm ficado mais manuseando o celular do que conversando.
Acreditamos que devemos inovar sem esquecer as pessoas – mas não é esse o pensamento da maioria hoje.
Hélio Mendes
Consultor de empresas, foi secretário na área de Planejamento e Meio Ambiente de Uberlândia/MG; é professor em cursos de pós-graduação e da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra – ADESG e membro do Instituto SAGRES – Política e Gestão Estratégica Aplicadas, em Brasília
