Você se conhece? A jornada merecedora do autoconhecimento que faz bem
Cada vez mais tenho pensado na importância do autoconhecimento na vida das pessoas. Como psicóloga, tenho caminhado lado a lado com muitas pessoas que sequer têm noção da sua capacidade plena, que não sabem até onde podem chegar, o que de fato têm condições de fazer e, o que para mim é pior, se limitam imensamente.
Por que isso acontece? Simplesmente porque não nos autoconhecemos sufi cientemente. Essa falta de conhecimento de si mesmo ocorre desde que o mundo é mundo, pois não aprendemos na escola ou mesmo em casa quem somos de verdade e, de quebra, ainda acreditamos no que falam a nosso respeito. Vivemos a seara do “não consigo fazer isso e muito menos aquilo” simplesmente porque alguém disse que não somos capazes. Somos podados a vida inteira. Você duvida?
Lembre-se do que os nossos pais nos diziam quando éramos pequenos: você não pode subir aí, senão se machuca; você não consegue pegar o “sei lá o quê” em cima do armário e por aí vai. Não nos incentivam a dar o nosso máximo, quando damos, acham que queremos aparecer.
E nós? Ah, nós nos acomodamos, viramos seres limitados, tal qual territórios. Minha sugestão? Descubra quem você é, o seu potencial, os seus pontos fortes e os de melhoria (sim, sempre temos o que melhorar). Deixe de lado a sua Síndrome de Gabriela: “Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim”.
Não, você não precisa ser sempre assim, afi nal somos seres mutáveis, capazes de aprender a pensar e a agir diferentemente do nosso comportamento atual.
Como fazer isso? Procurando ajuda de pessoas capacitadas. Insisto nisso! Pessoas que poderão auxiliar no seu processo Kaisen (essa expressão vem do japonês e signifi ca “mudança para melhor”. Hoje implica a ideia – na verdade, a fi losofi a – de melhoria contínua na vida em geral, seja pessoal, familiar, social e profi ssional). Ninguém precisa levar a vida como o meu conterrâneo Raul Seixas sugeriu: “…com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar”.
Ainda parafraseando o velho Raulzito, espero que você prefi ra “…ser essa metamorfose ambulante”, que aprende sempre, se transforma a partir do conhecimento, ou melhor, do autoconhecimento adquirido. Tenha sempre a certeza de que mudanças para melhor são sempre bem-vindas! A minha sugestão é que você busque se apresentar diariamente à sua melhor versão. Acredite: ela existe!
Núbia Carvalho é professora, socióloga, bacharel em Direito, psicóloga e apresentadora do programa Papo-Cabeça pela TV Universitária/Cultura.
