{"id":10547,"date":"2025-02-24T12:45:51","date_gmt":"2025-02-24T15:45:51","guid":{"rendered":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/?p=10547"},"modified":"2025-02-24T12:45:51","modified_gmt":"2025-02-24T15:45:51","slug":"tecnologia-x-brincadeira-como-equilibrar-o-processo-de-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/2025\/02\/24\/tecnologia-x-brincadeira-como-equilibrar-o-processo-de-educacao\/","title":{"rendered":"Tecnologia x brincadeira &#8211; como equilibrar o processo de educa\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Aliada da educa\u00e7\u00e3o, tecnologia tamb\u00e9m pode ser prejudicial enquanto a brincadeira \u00e9 a sa\u00edda para uma educa\u00e7\u00e3o mais eficiente e leve<\/strong><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-post-featured-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"689\" height=\"399\" src=\"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Captura-de-tela-2025-02-24-123230.png\" class=\"attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image\" alt=\"\" style=\"object-fit:cover;\" srcset=\"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Captura-de-tela-2025-02-24-123230.png 689w, https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Captura-de-tela-2025-02-24-123230-300x174.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 689px) 100vw, 689px\" \/><\/figure>\n\n\n<p>Um dos instrumentos mais revolucion\u00e1rios na educa\u00e7\u00e3o nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a tecnologia, quando em excesso e mal utilizada, tamb\u00e9m pode acarretar danos ao aprendizado dos estudantes. A entrada em vigor da lei que restringe o uso de celulares nas escolas \u00e9 uma prova disso e mostra como as institui\u00e7\u00f5es mais modernas e os especialistas em educa\u00e7\u00e3o precisam estar atentos no uso de mecanismos mais eficazes para formar cidad\u00e3os capazes de superar quaisquer desafios na carreira. Um dos meios mais eficientes para tornar o ensino atraente, desafiador e encantador \u00e9 o uso da brincadeira como ferramenta pedag\u00f3gica e caminho certeiro para trabalhar um conte\u00fado forte, denso e profundo com leveza e efici\u00eancia na reten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 d\u00e9cadas a psicologia j\u00e1 trata a brincadeira como uma forma de a crian\u00e7a resolver conflitos, reproduzir modelos e se projetar no futuro, na vida adulta. Mais recentemente as escolas n\u00e3o tradicionais, mas focadas em uma educa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, t\u00eam apostado na brincadeira orientada por especialistas em educa\u00e7\u00e3o como uma ferramenta para formar estudantes mais criativos, imaginativos e, tamb\u00e9m, racionais, sem que uma coisa seja ant\u00edtese da outra.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da pedagoga e pesquisadora na \u00e1rea de neuroci\u00eancias da aprendizagem, Denise de Felice, quando a escola conteudista tradicional se depara com um estudante que est\u00e1 al\u00e9m ou aqu\u00e9m do esperado, muitas vezes, ela encaminha a crian\u00e7a para uma s\u00e9rie de profissionais, como psic\u00f3logos e psiquiatras, em busca de aux\u00edlio para que o estudante \u201centre no ritmo\u201d da turma. Em boa parte dos casos os pais dessa crian\u00e7a deixam o consult\u00f3rio com um receitu\u00e1rio de medica\u00e7\u00e3o controlado nas m\u00e3os. \u00c9 um caminho, mas a depender da situa\u00e7\u00e3o, pode n\u00e3o ser a melhor solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O fen\u00f4meno j\u00e1 ganhou nome. \u00c9 a medicamentaliza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o. Trata-se de um processo muitas vezes irrevers\u00edvel, porque coloca pais sempre em busca da p\u00edlula m\u00e1gica que vai fazer com que as crian\u00e7as atenham melhores rendimentos, quando na verdade a sa\u00edda pode ser uma mudan\u00e7a de m\u00e9todo que fa\u00e7a com que estudantes descubram o prazer de aprender. Mas isso n\u00e3o vem sozinho. \u00c9 resultado de um movimento que educadores precisam fazer, segundo Denise DE Felice, que \u00e9 diretora da ONE School, escola bil\u00edngue de educa\u00e7\u00e3o infantil e ensino fundamental da Casa Thomas Jefferson.<\/p>\n\n\n\n<p>Basta uma busca r\u00e1pida na internet para perceber a quantidade de teses e artigos cient\u00edficos que abordam o crescente uso de medicamentos para crian\u00e7as, adolescentes e jovens durante a vida escolar. \u00c9 que muitas vezes, diante do desafio de aprender conte\u00fados \u00e1ridos, de maneira tradicional, a crian\u00e7a e o adolescente s\u00e3o levados a um estado emocional estressante, que dispara gatilhos que desencadeiam quadros de ansiedade, depress\u00e3o, irritabilidade ou apatia, entre outras s\u00edndromes. A brincadeira, como ferramenta pedag\u00f3gica usada por educadores especializados pode ser a sa\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<strong>Aprender brincando<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp;Denise de Felice \u00e9 mestre em Lingu\u00edstica Aplicada e estuda as interse\u00e7\u00f5es entre educa\u00e7\u00e3o e neuroci\u00eancia, explorando como o c\u00e9rebro aprende e assimila esse conhecimento para enriquecer abordagens pedag\u00f3gicas inovadoras. Ela explica que existe uma estrutura no c\u00e9rebro respons\u00e1vel pela sobreviv\u00eancia. Quando o indiv\u00edduo se sente amea\u00e7ado, segundo ela, o c\u00e9rebro tem rea\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea. \u201cOu a pessoa congela, ou corre ou vai para cima e luta, para enfrentar o problema. Essas tr\u00eas rea\u00e7\u00f5es n\u00e3o passam pela \u00e1rea frontal do c\u00e9rebro, onde s\u00e3o processados os pensamentos de ordem mais elevados\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando se tem o brincar, ocorre o contr\u00e1rio, porque \u00e9 prazeroso. O c\u00e9rebro da crian\u00e7a \u00e9 preparado, equipado para brincar e com o brincar esse sistema l\u00edmbico do c\u00e9rebro vai falar que n\u00e3o h\u00e1 amea\u00e7as\u201d, explica. Segundo a especialista, quando n\u00e3o se sente amea\u00e7ada, a crian\u00e7a aprende mais. \u201cO c\u00e9rebro \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o que adora aprender brincando\u201d, garante.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a professora, as escolas que apostam na brincadeira como ferramenta de ensino conseguem os melhores resultados para a crian\u00e7a e para a fam\u00edlia, sobretudo, quando essa aula com \u201cbrincadeiras\u201d acontece em meio \u00e0 natureza. \u201cQuando a gente vem para um sistema de educa\u00e7\u00e3o em que o brincar \u00e9 a chave fundamental para se aprender, a maneira de trabalhar o conte\u00fado muda, e isso n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o \u00e9 uma escola com conte\u00fado forte. Aliar as duas coisas \u00e9 fant\u00e1stico\u201d, garante Denise.<\/p>\n\n\n\n<p>O aprender conte\u00fados fortes com brincadeiras, segundo a pesquisadora, fortalece o lado socioemocional da crian\u00e7a. \u201cA aprendizagem passa por a\u00ed. Quando o socioemocional vai se fortalecendo, essa crian\u00e7a tem mais facilidade de aprender. Se a crian\u00e7a \u00e9 desafiada, amea\u00e7ada, ela bloqueia o processamento na parte executiva do c\u00e9rebro. Quando traz o brincar, a crian\u00e7a relaxa e se engaja\u201d, ensina. A ONE School, destaca Denise, aposta neste tipo de educa\u00e7\u00e3o inovadora.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em casa e na vida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se apostar em uma escola onde a brincadeira \u00e9 uma ferramenta de aprendizado faz a diferen\u00e7a na vida de uma crian\u00e7a, ter uma fam\u00edlia que brinca com os filhos \u00e9 fundamental; sobretudo quando se brinca na natureza. \u201cE sem pl\u00e1sticos ou bot\u00f5es\u201d, pontua a professora. Um dos exemplos \u00e9 o fato de uma crian\u00e7a poder brincar com um graveto no parque e este graveto poder ser ou se \u201ctransformar\u201d no brinquedo que ela imaginar. E, nesse contexto, a tela, o celular, \u00e9 a ant\u00edtese do que \u00e9 saud\u00e1vel e estimulante, diz a professora.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Denise de Felice, quando se coloca uma crian\u00e7a em frente a uma tela, ela imediatamente deixa de formar conex\u00f5es neurais. Crian\u00e7a precisa de desafios, segundo a professora. \u201cCrian\u00e7a precisa aprender a pegar uma tesoura, picotar papel, lavar uma lou\u00e7a. Brincar com o filho \u00e9 fant\u00e1stico e se esse brincar acontecer na natureza, ningu\u00e9m segura essa crian\u00e7a. No ch\u00e3o tem gravetinhos, folhinhas, coisas que ca\u00edram das \u00e1rvores. Esse \u00e9 o brinquedo n\u00e3o estruturado, que pode virar qualquer coisa\u201d, diz, ao lembrar que quando esse comportamento familiar est\u00e1 em alinhamento com uma escola diferenciada, o resultado \u00e9 um profissional adulto diferenciado e preparado para qualquer desafio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aliada da educa\u00e7\u00e3o, tecnologia tamb\u00e9m pode ser prejudicial enquanto a brincadeira \u00e9 a sa\u00edda para uma educa\u00e7\u00e3o mais eficiente e leve Um dos instrumentos mais revolucion\u00e1rios na educa\u00e7\u00e3o nas \u00faltimas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10548,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[212,209,80,210,211,177],"class_list":["post-10547","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-brincadeiras","tag-celulares","tag-educacao","tag-nas-escolas","tag-proibicao","tag-tecnologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10547","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10547"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10547\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10549,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10547\/revisions\/10549"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10548"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10547"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10547"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10547"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}