{"id":10997,"date":"2025-04-24T08:00:00","date_gmt":"2025-04-24T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/?p=10997"},"modified":"2025-04-22T10:36:07","modified_gmt":"2025-04-22T13:36:07","slug":"a-importancia-de-ser-sincero-com-nossos-incomodos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/2025\/04\/24\/a-importancia-de-ser-sincero-com-nossos-incomodos\/","title":{"rendered":"A import\u00e2ncia de ser sincero com nossos inc\u00f4modos"},"content":{"rendered":"\n<p>Reflex\u00f5es sobre o direito da crian\u00e7a e as rea\u00e7\u00f5es sociais<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>R\u00e9sia Silva de Morais | Fotos Leandro Silva | Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na sociedade atual, muitas vezes somos levados a acreditar que mostrar desconforto ou insatisfa\u00e7\u00e3o \u00e9 sinal de fraqueza ou de um desequilibrio emocional.<br>Por\u00e9m, \u00e9 importante questionarmos essa percep\u00e7\u00e3o. O direito de expressar o que nos incomoda, longe de ser algo a ser reprimido, \u00e9 fundamental para o desenvolvimento saud\u00e1vel das rela\u00e7\u00f5es familiares e sociais.<br>Em muitas situa\u00e7\u00f5es, a sociedade espera que os individuos aceitem passivamente a realidade \u00e0 sua volta, sem questionar ou se opor a ela. A resposta ao desconforto, muitas vezes, n\u00e3o \u00e9 acolhida de maneira emp\u00e1tica, e a rea\u00e7\u00e3o imediata \u00e9 de desvaloriza\u00e7\u00e3o, como se a simples express\u00e3o de um inc\u00f4modo fosse um sinal de fraqueza ou falta de controle emocional.<br>Essa din\u00e2mica \u00e9 particularmente prejudicial quando envolve crian\u00e7as e suas necessidades de prote\u00e7\u00e3o, respeito e dignidade. Quando as pessoas e as institui\u00e7\u00f5es se fecham \u00e0 essas express\u00f5es. acabam negando os direitos das crian\u00e7as a serem ouvidas e protegidas de situa\u00e7\u00f5es que possam prejudicar seu bem-estar.<br>\u00c9 interessante observar como a sociedade, muitas vezes, reage de maneira t\u00e3o reativa quando se trata de quest\u00f5es que envolvem limites e frustra\u00e7\u00f5es. Existe uma tend\u00eancia de minimizar o sofrimento alheio, especialmente quando isso desafia a ideia de que todos devem &#8220;aceitar&#8221; e se submeter a uma realidade que, muitas vezes, \u00e9 imposta sem empatia. Esse comportamento reflete uma din\u00e2mica onde as pessoas est\u00e3o cada vez mais reativas \u00e0 ideia de n\u00e3o serem adoradas ou compreendidas, preferindo ignorar as dificuldades de outros, especialmente quando essas dificuldades exigem mudan\u00e7as no sistema, seja ele escolar, institucional ou familiar.<br>A realidade de muitas fam\u00edlias que buscam, de maneira sincera, proteger seus filhos de situa\u00e7\u00f5es inadequadas acaba sendo vista com desconfian\u00e7a, como se a preocupa\u00e7\u00e3o com o bem-estar da crian\u00e7a fosse exagerada. Ao contr\u00e1rio do que muitos podem pensar, a capacidade de ser sincero sobre o que nos incomoda \u00e9 um reflexo de intelig\u00eancia emocional, pois envolve autoconhecimento, empatia e respeito pelos pr\u00f3prios limites e os dos outros.<br>A verdadeira quest\u00e3o que emerge aqui \u00e9 como as pessoas est\u00e3o cada vez mais reativas e menos dispostas a lidar com a nega\u00e7\u00e3o ou a recusa, seja de uma crian\u00e7a, seja de um adulto. Em resumo, a sinceridade ao expressar estar incomodados e as rea\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o dos pais n\u00e3o devem ser vistas como fraqueza, mas como a\u00e7\u00f5es essenciais para o fortalecimento das rela\u00e7\u00f5es e Para a constru\u00e7\u00e3o de um ambiente mais seguro, acolhedor e justo para todos. E preciso abandonar a ideia de que o inc\u00f4modo deve ser ignorado e come\u00e7ar a aceitar que ele \u00e9 uma parte natural do processo de evolu\u00e7\u00e3o, tanto pessoal quanto social.<\/p>\n\n\n\n<p>R\u00e9sia Silva de Morais, CRP-MG 04\/31203, \u00e9 Doutoranda em Ci\u00eancias &#8211;<br>UFU: Mestre em Psicologia da Sa\u00fade &#8211; UFU; Prof.&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Psic\u00f3loga Clinica em<br>TCC e Psicopedagoga &#8211; UFU: Especialista em Terapia de Casal, Familia e<br>Hospitalar.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n<figure class=\"wp-block-post-featured-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"502\" height=\"524\" src=\"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Captura-de-tela-2025-04-22-103452.png\" class=\"attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image\" alt=\"\" style=\"object-fit:cover;\" srcset=\"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Captura-de-tela-2025-04-22-103452.png 502w, https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Captura-de-tela-2025-04-22-103452-287x300.png 287w\" sizes=\"auto, (max-width: 502px) 100vw, 502px\" \/><\/figure>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reflex\u00f5es sobre o direito da crian\u00e7a e as rea\u00e7\u00f5es sociais R\u00e9sia Silva de Morais | Fotos Leandro Silva | Divulga\u00e7\u00e3o Na sociedade atual, muitas vezes somos levados a acreditar que<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10998,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[393,392],"class_list":["post-10997","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-direito-da-crianca","tag-filhos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10997","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10997"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10997\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10999,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10997\/revisions\/10999"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10998"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10997"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10997"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10997"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}