{"id":1623,"date":"2024-04-18T09:59:00","date_gmt":"2024-04-18T12:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/?p=1623"},"modified":"2024-12-13T10:00:35","modified_gmt":"2024-12-13T13:00:35","slug":"vinho-e-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/2024\/04\/18\/vinho-e-saude\/","title":{"rendered":"Vinho e Sa\u00fade"},"content":{"rendered":"\n<p id=\"viewer-foo\">Acredita-se que o vinho esteja entre os primeiros rem\u00e9dios documentados conhecidos e utilizados pelos humanos<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-ba3u4128\"><strong><em>Dr. Eug\u00eanio Luigi | Fotos Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-9vtk2629\">O vinho \u00e9 definido, pelo menos na legisla\u00e7\u00e3o na It\u00e1lia, um dos Pa\u00edses mais importantes do mundo na produ\u00e7\u00e3o vin\u00edcola de alta qualidade, como o produto obtido exclusivamente a partir da fermenta\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica total ou parcial de uvas frescas (prensadas ou n\u00e3o) ou de misto de uvas.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-hxbxw159\">Do ponto de vista qu\u00edmico, o vinho \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o aquosa contendo uma multiplicidade de solutos, entre os quais predomina claramente o \u00e1lcool et\u00edlico. O consumo de vinho sempre esteve associado \u00e0 divindade. Diz-se que o Deus grego Dion\u00edsio criou o vinho espremendo um cacho de uvas maduras nas m\u00e3os e recolhendo o suco em uma ta\u00e7a de ouro. Dado seu car\u00e1ter en\u00e9rgico e barulhento, ele foi chamado de Baco, que em grego significa \u201cclamor (baccano em Italiano)\u201d, nome adotado pela cultura romana justamente para identificar Dion\u00edsio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"315\" height=\"522\" src=\"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/faf46e_0c3265cb19e14514b5ac038ab5a45877mv2.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-1624\" srcset=\"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/faf46e_0c3265cb19e14514b5ac038ab5a45877mv2.webp 315w, https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/faf46e_0c3265cb19e14514b5ac038ab5a45877mv2-181x300.webp 181w\" sizes=\"auto, (max-width: 315px) 100vw, 315px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"viewer-jyj9h174\">O vinho, na religi\u00e3o cat\u00f3lica, \u00e9 o sangue derramado por Cristo para a salva\u00e7\u00e3o humana. Na antiguidade, os romanos promoveram a cultura do vinho, que provavelmente adquiriram dos gregos. No sul da It\u00e1lia ainda existe um vinho tinto chamado Aglianico, cujo nome, muito provavelmente, deriva de Ellenico, que significa Grego.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-z6u93200\">Acredita-se que o vinho esteja entre os primeiros rem\u00e9dios documentados conhecidos e utilizados pelos humanos, datando de um per\u00edodo anterior a 5.000 a.C. A primeira evid\u00eancia remonta \u00e0 \u00e9poca da cultura mesopot\u00e2mica, quando foi criada a Farmacopeia Sum\u00e9ria mais antiga do mundo &#8211; telhas de barro, algumas das quais cont\u00eam prescri\u00e7\u00f5es de vinho para terapia.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-v5zr4209\">A pr\u00f3xima evid\u00eancia documental importante \u00e9 encontrada na Farmacopeia Sino-Tibetana, nos Papiros M\u00e9dicos Eg\u00edpcios, na B\u00edblia, no Livro Sagrado do Talmud Judeu e nos antigos textos m\u00e9dicos indianos do Ayurveda.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-9z1i3218\">Na Gr\u00e9cia antiga, a primeira evid\u00eancia dos efeitos curativos do vinho \u00e9 encontrada nos dois poemas de Homero, Il\u00edada e Odisseia. Com o desenvolvimento do conhecimento m\u00e9dico na \u00e9poca de Hip\u00f3crates, o uso terap\u00eautico do vinho expandiu-se. Hip\u00f3crates incluiu o vinho na dieta de quase todas as doen\u00e7as, especialmente durante o per\u00edodo de recupera\u00e7\u00e3o. Depois, os princ\u00edpios da vinoterapia continuaram a ser atuais, embora tenham sido objeto de um acalorado debate.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-vxef6229\">Ao longo dos s\u00e9culos, o uso do vinho como terapia tem animado as discuss\u00f5es de poetas, fil\u00f3sofos, cientistas e m\u00e9dicos. No in\u00edcio da d\u00e9cada de 90, o vinho tornou-se protagonista do cen\u00e1rio gastron\u00f4mico devido \u00e0 descoberta do paradoxo franc\u00eas: com a mesma ingest\u00e3o elevada de gordura e colesterol atrav\u00e9s dos latic\u00ednios, os franceses apresentam taxas de mortalidade mais baixas que os americanos.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-5znm4241\">A raz\u00e3o, nos coment\u00e1rios dos pesquisadores, deve-se ao fato de os franceses consumirem, juntamente com o queijo, quantidades significativas de vinho tinto que, devido aos elevados teores de polifen\u00f3is (subst\u00e2ncias com a\u00e7\u00e3o antioxidante e anti-inflamat\u00f3ria), exerce um efeito protetor contra o desenvolvimento de doen\u00e7as cardiovasculares.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-672z3253\">Na realidade, o \u201cpoder protetor\u201d do vinho contra as doen\u00e7as cardiovasculares est\u00e1 ligado a todo o \u201cestilo de vida mediterr\u00e2nico\u201d que implica um consumo moderado de vinho e uma ingest\u00e3o generosa de fruta e vegetais, num contexto de conv\u00edvio, associado \u00e0 atividade f\u00edsica. Os polifen\u00f3is naturais, encontrados em frutas, vegetais e vinho tinto, t\u00eam um papel claro na melhoria da sa\u00fade cardiovascular.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-nwa84266\">Um estudo recente mostrou que o consumo agudo e de curto prazo de vinho tinto parece exercer efeitos positivos no estado antioxidante, no perfil lip\u00eddico, nos marcadores de trombose e inflama\u00e7\u00e3o e na microbiota intestinal.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-hqpt5281\">Em 2013, por\u00e9m, com o meu \u201cBAR DELLA BIOCHIMICA\u201d fui convidado do Festival do Vinho de Montecarlo para medir a capacidade antioxidante e o n\u00edvel de polifen\u00f3is dos vinhos concorrentes. Com base nos resultados do estudo INCHIANTI, o consumo regular de vinho tinto est\u00e1 associado a um melhor desempenho psicof\u00edsico e a uma maior esperan\u00e7a de vida. Centen\u00e1rios, na maioria das 6 zonas azuis ao redor do mundo, bebem pelo menos uma ta\u00e7a de vinho tinto por dia em companhia.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-2juoj296\">Estimulado por essas observa\u00e7\u00f5es, analisei amostras de vinho PINOT NOIR do Oltrep\u00f2 Pavese e descobri que a safra 2020 tinha um alto n\u00edvel de resveratrol: 12,4 mg\/L em compara\u00e7\u00e3o com 2,75 mg\/L de um Chianti 1996.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-i7s88312\">Todos voc\u00eas est\u00e3o convidados para o evento VINITALY, em VERONA, em abril, para provar este promissor elixir de longa vida que, para a ocasi\u00e3o, ter\u00e1 um r\u00f3tulo especial!<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-53d7k348\"><em>Eugenio Luigi Iorio \u00e9 nascido na It\u00e1lia, m\u00e9dico, professor, PhD em Ci\u00eancias Bioqu\u00edmicas, autor de mais de 100 artigos cient\u00edficos, presidente da Academia Mundial de Medicina Integrativa, diretor cient\u00edfico da Clinica Conceito Sa\u00fade em Uberl\u00e2ndia e apreciador e estudioso dos benef\u00edcios do vinho. Mesmo que \u00e1lcool n\u00e3o seja a mesma coisa que vinho, beba com responsabilidade<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acredita-se que o vinho esteja entre os primeiros rem\u00e9dios documentados conhecidos e utilizados pelos humanos Dr. Eug\u00eanio Luigi | Fotos Divulga\u00e7\u00e3o O vinho \u00e9 definido, pelo menos na legisla\u00e7\u00e3o na<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1625,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1623","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1623","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1623"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1623\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1626,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1623\/revisions\/1626"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1625"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1623"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1623"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1623"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}