{"id":6573,"date":"2022-08-02T15:23:00","date_gmt":"2022-08-02T18:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/?p=6573"},"modified":"2024-12-19T15:23:47","modified_gmt":"2024-12-19T18:23:47","slug":"hub-economia-se-correr-o-bicho-pega-se-ficar-ele-morde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/2022\/08\/02\/hub-economia-se-correr-o-bicho-pega-se-ficar-ele-morde\/","title":{"rendered":"HUB ECONOMIA: Se correr o bicho pega, se ficar ele morde"},"content":{"rendered":"\n<p id=\"viewer-foo\"><em>\u201cVejo energia em muitos, mas sinto que remamos em grupos com dire\u00e7\u00f5es opostas&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-bclk0\">Por Adalberto Deluca<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-bsl0m\">Fotos Pixabay | Gratisography | Alexas Fotos |<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-cu8am\">Mong Mong | Pexels | Web free | Magda Ehlers | Danne<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-dmf63\">Sobre ser brasileiro, sobreviver, ganhar, perder, superar ou ainda sobre o privil\u00e9gio de estar aqui nesta gera\u00e7\u00e3o. Ouvir algu\u00e9m dizendo que \u2018n\u00e3o est\u00e1 f\u00e1cil\u2019 me preocupou porque nunca foi, tamb\u00e9m nunca foi t\u00e3o prazeroso entender, tentar entender e viver tudo que estamos vivendo nessa d\u00e9cada. Voc\u00ea olha para os arautos do mercado financeiro e pensa que est\u00e1 no jardim de inf\u00e2ncia onde a gangorra sobe e desce de acordo com o peso de cada um. At\u00e9 parece uma brincadeira de mau gosto quando se ouve horrores porque a bolsa caiu, tristeza porque a infla\u00e7\u00e3o subiu, sem contar um tanto de interesses mesquinhos do colega ruim de bola, dono dela, que leva a redonda e n\u00e3o deixa ningu\u00e9m jogar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"592\" height=\"385\" src=\"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cf07ad_2906e737fd56468e9870bb18957b9c15mv2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6581\" srcset=\"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cf07ad_2906e737fd56468e9870bb18957b9c15mv2.jpg 592w, https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cf07ad_2906e737fd56468e9870bb18957b9c15mv2-300x195.jpg 300w, https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cf07ad_2906e737fd56468e9870bb18957b9c15mv2-370x241.jpg 370w\" sizes=\"auto, (max-width: 592px) 100vw, 592px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"viewer-262lh\">Mudando a brincadeira at\u00e9 parece pique-esconde porque alguns grupos mais fortes se juntam &#8211; mesmo se odiando &#8211; e aproveitam tudo que acontece \u00e0 sua volta, claro, desde que gere ganhos financeiros expressivos. No outro canto, escuro, est\u00e1 a turma do ranger de dentes que toda noite dorme pensando em como pagar os impostos do m\u00eas seguinte. E n\u00e3o tem jeito, a turma dos fortinhos vai vencer e teremos que pagar. Seguindo em frente encontramos l\u00e1 no outro canto a turma dos coitadinhos, aqueles que todo mundo sabe quem s\u00e3o, todo mundo diz ter piedade da condi\u00e7\u00e3o em que vivem, dize-se que ningu\u00e9m ajuda ou, ali\u00e1s, s\u00f3 quando podem ou quando querem ajuda. E ainda por cima os caridosos v\u00e3o \u00e0 igreja em busca das benesses divinas porque consideram que s\u00e3o benfeitores.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"226\" height=\"264\" src=\"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cf07ad_852dff330a57444a94570a15f725e46fmv2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6580\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"viewer-4j2tr\">Especificando como ser\u00e1 a festinha de anivers\u00e1rio em que toda a crian\u00e7ada ser\u00e1 convidada podemos ver a gangorra dos juros. \u00c9 n\u00edtido que o pa\u00eds teve recursos para investimentos h\u00e1 pouco tempo, porque o maior devedor do mercado &#8211; nosso irm\u00e3o e funcion\u00e1rio, governo &#8211; teve condi\u00e7\u00f5es (ou coragem) para baixar as taxas nominais e com isso sobrou mais dinheiro no caixa. Quanto de diferen\u00e7a isso fez. J\u00e1 relembrando daquela turminha forte citada, alguns deles n\u00e3o gostaram da brincadeira e aproveitaram que uma desconhecida doen\u00e7a assustou o nosso coleguinha bom de briga (o povo mesmo, ok?) e&#8230; mudaram o jogo.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-8bsp2\">A\u00ed voc\u00ea sai pelo Brasil desurbanizado (aqui assassinando o portugu\u00eas&#8230;) e v\u00ea tanta produ\u00e7\u00e3o de tudo, tanta exporta\u00e7\u00e3o de tudo, tanto transporte, tanto alimento para o mundo e fica com a sensa\u00e7\u00e3o de que seu amiguinho te chamou para a festinha de anivers\u00e1rio s\u00f3 porque n\u00e3o tinha pula-pula. Mas gangorra n\u00e3o falta. Se produzimos tanto em produtos prim\u00e1rios, se temos tanta ignor\u00e2ncia (do substantivo feminino: falta de conhecimento sobre determinado tema), por que ainda rimos \u00e0 toa se as piadas do palha\u00e7o est\u00e3o sem gra\u00e7a? (Ali\u00e1s, exceto as apresenta\u00e7\u00f5es \u00e9picas do cidad\u00e3o comum, ainda existe essa profiss\u00e3o, ou os amadores dominaram o mercado?).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"592\" height=\"400\" src=\"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/cf07ad_c7adc04daa4a41e8a79da47bbf8f09bfmv2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6577\" srcset=\"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/cf07ad_c7adc04daa4a41e8a79da47bbf8f09bfmv2.jpg 592w, https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/cf07ad_c7adc04daa4a41e8a79da47bbf8f09bfmv2-300x203.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 592px) 100vw, 592px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"viewer-7ah5r\">Ah, v\u00e1? Diriam os paulistas do interior. Bah&#8230; por sua vez os ga\u00fachos. \u00d4 xente, nossos irm\u00e3os do belo nordeste, trem doido, arrematariam os mineiros&#8230; mas de que mesmo tanto se fala? De minha parte nunca vi tanta algazarra no recreio. Especialistas de toda esp\u00e9cie fazem previs\u00f5es ou coment\u00e1rios escabrosos e de repente somem do mapa quando sua pataquadas n\u00e3o se confirmam. Tem at\u00e9 generalista especializado&#8230; comenta sobre todos os temas. Parecem t\u00e9cnicos de futebol de arquibancada. Sabem tudo sobre nada. E a patuleia ali, pregada na tela para ter o que \u201ccomentar\u201d no dia seguinte. E nas esquinas e bares surgem novos especialistas. E depois ainda vem algu\u00e9m e cunha o termo \u2018fake news\u2019. Eu vejo, ou\u00e7o e me arrepio. Ali\u00e1s, sabe a imagem que me vem \u00e0 mente quando leio essa express\u00e3o? Jaws, o primeiro filme de super tubar\u00e3o. Assustador! Coisa de um povo que sempre acreditou em tudo e todos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"200\" height=\"162\" src=\"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/cf07ad_aa297dc54bc84fa7be02143909943d34mv2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6575\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"viewer-emu3i\">E taca-lhe pau nas inverdades e nas verdades ef\u00eameras, mais fugazes que fuma\u00e7a fraca em<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-e35ka\">vento forte. Assim, amanhecemos com a crise do petr\u00f3leo, ao meio-dia alguns daquele grupo mais forte que sempre metem medo na sa\u00edda da escola, j\u00e1 enriqueceram mais um \u201ccadinho\u201d e \u00e0s cinco da tarde, a turma que range os dentes e paga a conta, j\u00e1 est\u00e1 mais pobre um pouco. A\u00ed, alguns desses para fazer de conta que ainda t\u00eam poder de fogo v\u00e3o para a happy hour, tomam umas, riem muito do pr\u00f3prio infort\u00fanio (sem olharem no espelho pra n\u00e3o se reconhecerem) e afundam a testa nos ret\u00e2ngulos m\u00e1gicos que carregam no bolso &#8211; ou exibem nas mesas com as lentes para cima numa disputa de quem tem mais c\u00e2meras para fazer&#8230; selfie &#8211; tudo selado a uns petiscos baratos para n\u00e3o estourar o limite do cart\u00e3o de cr\u00e9dito. Isso aqui est\u00e1 at\u00e9 parecendo um corol\u00e1rio de missa de domingo, entretanto s\u00e3o apenas a express\u00e3o do nosso novo cotidiano.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-a5s6r\">E o mais interessante \u00e9 que se dermos uma volta na periferia, l\u00e1 onde as pessoas s\u00e3o felizes, vemos que tudo o que passou pela gangorra de mais um dia do resto de nossas vidas de classe m\u00e9dia, mediana ou med\u00edocre, n\u00e3o entra na brincadeira da turminha do t\u00eanis falsificado, da cacha\u00e7a industrial e da cerveja em promo\u00e7\u00e3o com cereais n\u00e3o maltados. Eles passaram o dia brincando de amarelinha. Pulando em um p\u00e9 s\u00f3, saltando as adversidades e por fim chegando ao c\u00e9u, aqui mesmo. Revejo os costumes das \u00e1reas menos favorecidas e tento conferir o que mudou durante anos e anos. Quase nada. Por ali o crime maior ainda \u00e9 a vigarice de alguns ou o calote na vendinha da esquina; a dan\u00e7a de forr\u00f3 das mulheres que trabalham tr\u00eas turnos e riem de tudo; o aperto do sal\u00e1rio curto e da carestia sempre com foice na m\u00e3o &#8211; sem fundo vermelho, por favor.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"245\" height=\"442\" src=\"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cf07ad_e7362b71e06d4cdd87b98eceee1e9f59mv2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6579\" srcset=\"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cf07ad_e7362b71e06d4cdd87b98eceee1e9f59mv2.jpg 245w, https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cf07ad_e7362b71e06d4cdd87b98eceee1e9f59mv2-166x300.jpg 166w\" sizes=\"auto, (max-width: 245px) 100vw, 245px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"viewer-2l5mo\">As doen\u00e7as s\u00e3o mais leves, os enfartos por brigas de heran\u00e7a n\u00e3o existem; a casa nunca pode ser arrestada porque sempre faltam muitos anos para quitar; advogado conhecido s\u00f3 o parente inteligente que passou no concurso. S\u00f3 n\u00e3o se percebe mais o campinho de terra que fabricava craques. At\u00e9 porque do lado de fora dele j\u00e1 n\u00e3o haveria mais as m\u00e3es com o chinelo na m\u00e3o e sim outros feitores que jogam pesado, mas esse assunto \u00e9 de alta periculosidade, melhor deixar para l\u00e1. Sobre esse \u00faltimo desalento, que problema h\u00e1 se os est\u00e1dios s\u00e3o s\u00f3 para a classe alta, as camisas falsas s\u00e3o confiscadas e as leg\u00edtimas j\u00e1 custam o pre\u00e7o de uma cirurgia pl\u00e1stica? Melhor ver NBA na tv parcelada, afinal ainda h\u00e1 algo que preste nos canais sedent\u00e1rios (um arroubo ou par\u00f3dia para canais dent\u00e1rios, desculpem).<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-ag6jb\">De brincadeira em brincadeira, da inf\u00e2ncia \u00e0 velhice, do novo bairro nobre \u00e0 simplicidade<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-2q1uc\">do bairro popular a verdade \u00e9 que insistimos em manter tudo como era, como est\u00e1 e como estar\u00e1 se n\u00e3o tivermos um m\u00ednimo de instru\u00e7\u00e3o para nossas incont\u00e1veis ignor\u00e2ncias, desde n\u00e3o saber como nascem as crian\u00e7as (de novo apenas parodiando, agora com nosso n\u00e3o saber sobre que o que comemos, vestimos e usamos, que por exemplo, s\u00e3o produto do agroneg\u00f3cio). O certo \u00e9 que vivemos um dos maiores paradoxos das gera\u00e7\u00f5es que j\u00e1 querem pendurar as chuteiras.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-c256n\">Nos anos setenta encheram nossa paci\u00eancia e roubaram nossa alegria com musiquetas bradando contra o regime (e mesmo assim o \u00fanico que contava era o inimigo da balan\u00e7a); depois fecharam as fronteiras para termos com orgulho nosso pr\u00f3prio PNB (Produto Nacional Bruto) e o que sobrou daquilo tudo foram as fronteiras abertas para o contrabando entre outras coisinhas e um enorme PIP (n\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 PIB) porque foi apenas um Produto Interno Pobre. A\u00ed disseram que nossa d\u00e9cada de ouro seriam os anos noventa sem infla\u00e7\u00e3o e com um pires na m\u00e3o, pois est\u00e1vamos atrasados em tecnologia e pobres na conta banc\u00e1ria. Ent\u00e3o abriram as fronteiras da \u201cmodernidade\u201d, sabendo-se l\u00e1 o que \u00e9 isso. Est\u00e1 bem, mas como n\u00e3o acreditar no novo mil\u00eanio? Logo depois da inaugura\u00e7\u00e3o da d\u00e9cada m\u00e1gica, onde a expectativa de vida s\u00f3 prometia inf\u00e2ncias mais longas &#8211; porque me acostumei a ver os velhinhos rindo \u00e0 toa e achava que seria uma nova idade de alegrias &#8211; e aposentadorias somente na famosa porta da esperan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"295\" height=\"392\" src=\"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/cf07ad_75ae13ff927c45a899cd9209f722651cmv2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6576\" srcset=\"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/cf07ad_75ae13ff927c45a899cd9209f722651cmv2.jpg 295w, https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/cf07ad_75ae13ff927c45a899cd9209f722651cmv2-226x300.jpg 226w\" sizes=\"auto, (max-width: 295px) 100vw, 295px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"viewer-eg23j\">Pe\u00e7o que entendam que fiz essa excurs\u00e3o digna de acampamento de escoteiros para instigar a minha mente e a sua paci\u00eancia (caso tenha se arriscado na leitura at\u00e9 aqui) e buscarmos entender o que h\u00e1 conosco que nos estressamos com as pessoas e rimos \u00e0 toa para a telinha retangular que sacamos dos bolsos e bolsas. Que aceitamos o passar do tempo sem que nada se passe, com a falsa certeza de que evolu\u00edmos, de fato. Porque nos acostumamos tanto com o consumo f\u00e1cil das redes e com\u00e9rcios eletr\u00f4nicos sem nos preocuparmos se teremos um amanh\u00e3 digno de olharmos para tr\u00e1s, com um sorriso suave no canto da boca e um brilho contagiante nos olhos.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-eus4n\">Isso porque n\u00e3o temos um sistema de aposentadoria que n\u00e3o tire nosso sono. Temos um sistema de sa\u00fade privado que j\u00e1 \u00e9 pior do que o p\u00fablico e com pre\u00e7os su\u00ed\u00e7os. Temos uma legi\u00e3o de jovens analfabetos funcionais chegando ao mercado de trabalho. Temos um atraso tecnol\u00f3gico de fazer inveja ao Burundi. Temos um agroneg\u00f3cio pujante, mas pouqu\u00edssimo valor agregado. Ent\u00e3o, de tanto ter, temos t\u00e3o pouco em esperan\u00e7a de ver nossos impostos valerem o quanto pesam, de saber que o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 se aproximando e o empobrecimento da classe m\u00e9dia abre um abismo na pir\u00e2mide social que me faz pensar em uma girafa gorda, com cabe\u00e7a de ouro e enorme pesco\u00e7o de pau-de-sebo sendo assim lenta para andar, carrega um tesouro no alto que n\u00e3o pode ser alcan\u00e7ado pelo caminho escorregadio para chegar l\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-2d9eq\">O que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 como estragamos o parquinho em todas as pra\u00e7as. A Europa tentava ajustar o desajuste vindo de longe com a imigra\u00e7\u00e3o em massa e hoje est\u00e1 em nocaute com a infla\u00e7\u00e3o e uma guerra para chamar de sua na hora que chegar o inverno e a falta de energia criar um inferno gelado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/static.wixstatic.com\/media\/cf07ad_564a66bbf4e54c138c67ee27a9775544~mv2.jpg\/v1\/fill\/w_414,h_221,al_c,lg_1,q_80,enc_auto\/cf07ad_564a66bbf4e54c138c67ee27a9775544~mv2.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"viewer-amqgs\">Os Estados Unidos padecem de falta de m\u00e3o de obra e de comando para conter os pre\u00e7os em descontrole &#8211; um esporte que n\u00e3o dominam &#8211; e por aqui a vizinhan\u00e7a luta para entrar no playground dos colegas mais abastados e se afundam em populismos sem fim. E n\u00e3o se pode nem sugerir para brincarem de pular corda. Vai que a coisa fique s\u00e9ria. Isso denota pessimismo? N\u00e3o para mim. Uma constata\u00e7\u00e3o sim, para as gera\u00e7\u00f5es ainda produtivas cujo legado poder\u00e1 ser, um futuro de verdade a quem vier daqui a um tempo e um abismo para fazer valer nossas cren\u00e7as e boa-f\u00e9 de pelo menos quatro d\u00e9cadas (ultra)passadas &#8211; a\u00ed s\u00f3 jogando escravos-de-j\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-1vcij\">Vejo energia em muitos, mas sinto que remamos em grupos com dire\u00e7\u00f5es opostas. A\u00ed a brincadeira fica sem gra\u00e7a. Se a bola furar ou cair na casa do vizinho, vamos acabar indo para casa meio assim, borococh\u00f4, para usar uma express\u00e3o em desuso &#8211; triste, desanimado, cabisbaixo &#8211; que s\u00f3 os moleques de rua sabiam o significado e que traduzo aqui para fazer ferver nosso sangue latino. E pensar que passam os anos e ningu\u00e9m conta que o bicho-pap\u00e3o n\u00e3o existe, sendo que at\u00e9 o tal pont\u00edfice chega a dizer que \u201cDeus\u201d n\u00e3o existe (e isso n\u00e3o \u00e9 brincadeira de mau gosto de minha parte). Enfim acredito que n\u00e3o precisamos correr, podemos enfrentar o bicho!<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-4ba0s\"><strong><em>Adalberto Deluca &#8211; consultor s\u00f3cio da Know How Consulting, palestrante<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cVejo energia em muitos, mas sinto que remamos em grupos com dire\u00e7\u00f5es opostas&#8221; Por Adalberto Deluca Fotos Pixabay | Gratisography | Alexas Fotos | Mong Mong | Pexels | Web<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6574,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-6573","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6573","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6573"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6573\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6582,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6573\/revisions\/6582"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6574"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6573"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6573"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6573"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}