{"id":9473,"date":"2021-09-24T14:46:00","date_gmt":"2021-09-24T17:46:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/?p=9473"},"modified":"2025-01-07T14:46:39","modified_gmt":"2025-01-07T17:46:39","slug":"origem-dos-vinhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/2021\/09\/24\/origem-dos-vinhos\/","title":{"rendered":"Origem dos vinhos"},"content":{"rendered":"\n<p id=\"viewer-foo\"><em>Conhe\u00e7a um pouco mais sobre os melhores vinhos do mundo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/static.wixstatic.com\/media\/4ac39f_0d4b99ccc4c4450eb9a94bfeb28b5430~mv2.jpg\/v1\/fill\/w_115,h_121,al_c,q_80,usm_0.66_1.00_0.01,enc_auto\/4ac39f_0d4b99ccc4c4450eb9a94bfeb28b5430~mv2.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"viewer-1bef4\"><em>Por Breno Merola | Qualimpor<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-dpte1\"><em>Fotos Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-bfhfi\"><strong>Alentejo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-29hn1\">Esta Denomina\u00e7\u00e3o de Origem Controlada (DOC) \u00e9 composta por 8 sub-regi\u00f5es com longa tradi\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de vinhos e a que tem maior diversidade de tipos de solos. Caracterizada por Ver\u00f5es quentes e secos, Primaveras e Outonos amenos e Invernos pouco rigorosos. O Alentejo \u00e9 uma das regi\u00f5es vin\u00edcolas mais recentes de Portugal, enquanto regi\u00e3o com conjunto de regras pr\u00f3prias, em termos de limites geogr\u00e1ficos e regras de produ\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma das regi\u00f5es mais quentes e onde chove menos em Portugal. Em Reguengos a precipita\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual n\u00e3o chega aos 400 mil\u00edmetros (= 4 ou 5 tor\u00f3s em S\u00e3o Paulo). Com grande incid\u00eancia solar, as plantas obt\u00eam muito mais horas luz por ano, fazendo com que as uvas amadure\u00e7am muito mais cedo e sem problemas. Solos de argila e calc\u00e1rio, onde as ra\u00edzes n\u00e3o necessitam mais do que 2 ou 3 metros para encontrar os seus nutrientes. Terreno plano que faz lembrar o Centro-Oeste Brasileiro, com poucos acidentes geogr\u00e1ficos, onde podem ter o aux\u00edlio das m\u00e1quinas no processo da vindima, permitindo grandes produ\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-1hr8u\"><strong>Douro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-14jss\">O Alto Douro Vinhateiro \u00e9 a regi\u00e3o demarcada mais antiga do mundo, com um clima muito particular, amenizado pela frente do rio Douro e pelos solos xistosos e cascalhentos. O Marqu\u00eas de Pombal, Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo, criou a Regi\u00e3o Demarcada do Douro; foi a primeira regi\u00e3o vitivin\u00edcola a ser demarcada e regulamenta em 1754. Para delimitar o espa\u00e7o f\u00edsico da mais antiga regi\u00e3o demarcada do mundo (54 anos) foram implantados 335 marcos de granito ao longo do vale do rio Douro e seus afluentes. Segundo fonte do IVDP s\u00e3o 43 mil hectares ocupados por vinhas, estando consagrados apenas 31 mil hectares \u00e0 denomina\u00e7\u00e3o de Origem Porto, com aproximadamente 39 mil viticultores, sendo que desses, somente 25 mil beneficiam da produ\u00e7\u00e3o de Vinho do Porto. Chove sem parar de novembro a mar\u00e7o\/abril e faz um calor absurdo a partir de julho. Os vinhos s\u00e3o muito mais ricos em acidez do que os vinhos do Alentejo. Necessitam de mais tempo em garrafa e que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o f\u00e1ceis de beber para os iniciantes no mundo do vinho. Solo de Xisto, pedra t\u00edpica da regi\u00e3o. As uvas t\u00eam que lutar muito mais para sobreviver e as suas ra\u00edzes chegam a 30 metros de profundidade (contra 2 ou 3 metros do Alentejo). Uvas mais concentradas e com bastante tanino &#8211; n\u00e3o est\u00e3o de imediato prontos. Caracter\u00edsticas mais minerais. Regi\u00e3o caracterizada por montanhas e vales. Pode receber 30% ou 40% de luz a mais e desenvolver-se mais rapidamente. Vinhos menos regulares e menos safras excepcionais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/static.wixstatic.com\/media\/4ac39f_39d9f7531cad47d1a709c5e9d9ff15b2~mv2.jpg\/v1\/fill\/w_592,h_443,al_c,lg_1,q_80,enc_auto\/4ac39f_39d9f7531cad47d1a709c5e9d9ff15b2~mv2.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"viewer-4v48c\"><strong>Quinta do Crasto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-1u7d0\">Com uma localiza\u00e7\u00e3o privilegiada na Regi\u00e3o Demarcada do Douro, no Norte de Portugal, a Quinta do Crasto \u00e9 propriedade da fam\u00edlia de Leonor e Jorge Roquette h\u00e1 mais de um s\u00e9culo. Tal como as grandes Quintas do Douro, a origem da Quinta do Crasto remonta a tempos long\u00ednquos na hist\u00f3ria do pa\u00eds: o nome Crasto deriva do latim \u201ccastrum\u201d e significa \u201cforte romano\u201d. Os primeiros registros conhecidos referentes \u00e0 Quinta do Crasto e sua produ\u00e7\u00e3o de vinhos datam de 1615, tendo a mesma sido posteriormente inclu\u00edda na primeira Feitoria, juntamente com as Quintas mais importantes do Douro. Entre 1758 e 1761, o Marqu\u00eas de Pombal mandou instalar no Douro 335 marcos &#8211; pedras gran\u00edticas com dois metros de altura, 30 cent\u00edmetros de largura e 20 cent\u00edmetros de espessura &#8211; para delimitar aquela que seria a primeira regi\u00e3o vin\u00edcola demarcada do mundo. Um marco pombalino, datado de 1758, pode ser visto na Quinta do Crasto junto \u00e0 casa centen\u00e1ria. Este, tal como os outros marcos pombalinos inventariados, foram classificados na d\u00e9cada de 40 do s\u00e9culo passado como im\u00f3veis de interesse p\u00fablico nacional.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-86r24\">No in\u00edcio do s\u00e9culo XX, a Quinta do Crasto foi adquirida por Constantino de Almeida, fundador da marca e casa de vinhos Constantino que se notabilizou pela produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de Vinho do Porto e tamb\u00e9m de Brandy, e cujo slogan publicit\u00e1rio \u201cA fama do Constantino j\u00e1 vem de longe\u201d &#8211; perdura at\u00e9 aos dias de hoje. Em 1923, ap\u00f3s a morte de Constantino de Almeida, foi o seu filho Fernando Moreira d\u2019Almeida que se manteve \u00e0 frente da gest\u00e3o da Quinta do Crasto, dando continuidade \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de Vinho do Porto da mais alta qualidade. Em 1981, Leonor Roquette, filha de Fernando Moreira d\u2019Almeida, e o seu marido Jorge Roquette assumiram a maioria do capital e a gest\u00e3o da propriedade e, com a ajuda dos seus filhos, deram in\u00edcio ao processo de remodela\u00e7\u00e3o e extens\u00e3o das vinhas, bem como ao projeto de produ\u00e7\u00e3o de Vinhos do Douro de Denomina\u00e7\u00e3o de Origem Controlada (DOC), pelos quais a Quinta do Crasto \u00e9 amplamente conhecida, nacional e internacionalmente. Esta \u00e9 assim a quarta gera\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia \u00e0 frente da gest\u00e3o desta emblem\u00e1tica quinta que a todos seduz pela qualidade que faz quest\u00e3o de imprimir em todos os seus produtos. A Quinta do Crasto possui hoje uma gama de produtos muito completa, desde Vinhos do Douro brancos e tintos, Vinhos do Porto de categorias especiais e Azeites Extra Virgem, com diferentes n\u00edveis de pre\u00e7os, posicionando-se essencialmente nas gamas premium e super premium. Ao longo dos \u00faltimos anos, todos os produtos da Quinta do Crasto t\u00eam vindo a ser altamente reconhecidos, quer pelo p\u00fablico em geral, quer pela cr\u00edtica especializada, o que para a Quinta do Crasto assume a maior import\u00e2ncia e responsabilidade face aos seus clientes e parceiros que, ano ap\u00f3s ano, a brindam com sua prefer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-7tkbv\"><strong>Herdade do Espor\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-6frft\">A Herdade do Espor\u00e3o \u00e9 a nossa casa m\u00e3e. O lugar onde tudo come\u00e7ou e o onde o sol continua a p\u00f4r-se com a mesma beleza h\u00e1 750 anos. Entre suaves plan\u00edcies, vales profundos escavados por ribeiras intermitentes, campos de cereais, vinhas e olivais encontramos a Herdade do Espor\u00e3o. Num retrato t\u00edpico do Alentejo, a poucos quil\u00f4metros de Lisboa e junto \u00e0 hist\u00f3rica cidade de Reguengos de Monsaraz, onde os montes e as casas caiadas marcam a paisagem e guardam em si a mem\u00f3ria de uma viv\u00eancia. Uma viv\u00eancia que nasce na pr\u00e9-Hist\u00f3ria com as antas e dolmens, e que foi progredindo pelas m\u00e3os dos \u00edberos, romanos, visigodos, mu\u00e7ulmanos e outros tantos que por ali passaram. Em 1267, os limites geogr\u00e1ficos da Herdade do Espor\u00e3o (inicialmente Defesa do Espor\u00e3o) foram, finalmente, definidos e at\u00e9 hoje mant\u00eamse praticamente inalterados. Soeiro Rodrigues, juiz da cidade de \u00c9vora, ter\u00e1 sido um dos primeiros propriet\u00e1rios, seguido do mestre de Santiago Rodrigues de Vasconcelos, do Morgado D. \u00c1lvaro Mendes de Vasconcelos e os condes de Alc\u00e1\u00e7ovas. Durante esta \u00e9poca, no centro da Herdade do Espor\u00e3o, ergueram-se tr\u00eas monumentos hist\u00f3ricos: a Torre do Espor\u00e3o, um s\u00edmbolo de afirma\u00e7\u00e3o na sociedade e demonstra\u00e7\u00e3o de poder militar, \u00e9 uma das torres mais importantes na ilustra\u00e7\u00e3o da transi\u00e7\u00e3o da idade medieval para a idade moderna em Portugal; o Arco do Espor\u00e3o e a Ermida da Nossa Senhora dos Rem\u00e9dios, ligada a um intenso e devoto culto na regi\u00e3o que leva as gentes da aldeia vizinha das Perolivas em prociss\u00e3o sempre que a chuva tarda em chegar. Em 1973, Jos\u00e9 Roquette, o atual propriet\u00e1rio, e Joaquim Bandeira compram a Herdade do Espor\u00e3o e iniciaram, juntos, uma hist\u00f3ria que ainda hoje se escreve. Em 1985, realiza-se a primeira colheita que acaba por dar origem \u00e0 marca Espor\u00e3o e ao nosso primeiro vinho, o Espor\u00e3o Reserva Tinto. Oito anos depois, come\u00e7amos tamb\u00e9m a produzir azeites.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/static.wixstatic.com\/media\/4ac39f_5cbeb69e639649f9b5e523d8349cbaad~mv2.jpg\/v1\/fill\/w_280,h_374,al_c,q_80,usm_0.66_1.00_0.01,enc_auto\/4ac39f_5cbeb69e639649f9b5e523d8349cbaad~mv2.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"viewer-8h72t\">Nasceram novas vinhas e renovaram-se antigas. Criamos um Campo Ampelogr\u00e1fico com 189 tipos de castas para estudo de comportamento. Fomos descobrir mais sobre o nosso terroir e encontr\u00e1mos sete tipos de solo diferentes em toda a herdade. Percebemos que cada solo, cada casta, cada talh\u00e3o, cada parcela e cada vinha tinham de ser cuidados de forma individual e olhados com detalhe. E o mesmo aconteceu no nosso Olival dos Arrifes. Aprendemos muito sobre a herdade, crescemos em conhecimento, t\u00e9cnicas e em todo o trabalho desenvolvido no campo, at\u00e9 chegarmos, hoje, a uma agricultura biol\u00f3gica. Na adega, aplicaram-se novas t\u00e9cnicas e constru\u00edram-se novas infraestruturas para elevar o n\u00edvel dos nossos vinhos. Primeiro, a Adega dos Lagares, para vinhos tintos de topo, onde hoje o passado e o futuro andam de m\u00e3os dadas entre talhas de barro, lagares de m\u00e1rmore e t\u00falipas de bet\u00e3o. Mais tarde, acabou por nascer tamb\u00e9m um lagar equipado para fazermos os melhores azeites e hoje, a finalizarse, est\u00e1 uma nova adega de brancos. Desenhamos e demos vida a um Enoturismo, que amplifica a experi\u00eancia que \u00e9 visitar este lugar. S\u00e3o j\u00e1 milhares de pessoas que por aqui passam todos os anos e desfrutam da paisagem, das caves e adegas, dos nossos vinhos e azeites, da gastronomia, da cultura da regi\u00e3o, e acima de tudo saem daqui a fazer tamb\u00e9m parte desta hist\u00f3ria. Quem passou, quem ainda est\u00e1 para vir, quem trabalhou e quem hoje trabalha, n\u00e3o h\u00e1 como ficar indiferente a este territ\u00f3rio de vinha, olival e outras culturas. S\u00e3o 40 tipos de castas e quatro tipos de variedade de azeitona que se estendem at\u00e9 as nossas mesas. S\u00e3o muitos anos de hist\u00f3ria que os n\u00fameros n\u00e3o conseguem contar, mas que a cada visita, a cada copo de vinho e a cada fio de azeite, vamos desvendando mais um pouco. S\u00e3o 750 anos de um territ\u00f3rio. E ainda h\u00e1 tanto para descobrir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhe\u00e7a um pouco mais sobre os melhores vinhos do mundo. 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