{"id":9575,"date":"2021-09-15T15:20:00","date_gmt":"2021-09-15T18:20:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/?p=9575"},"modified":"2025-01-07T15:20:28","modified_gmt":"2025-01-07T18:20:28","slug":"o-verdadeiro-proposito-de-uma-cidade-inteligente-smart-city-e-ser-sustentavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/2021\/09\/15\/o-verdadeiro-proposito-de-uma-cidade-inteligente-smart-city-e-ser-sustentavel\/","title":{"rendered":"O verdadeiro prop\u00f3sito de uma cidade inteligente (smart city) \u00e9 ser sustent\u00e1vel"},"content":{"rendered":"\n<p id=\"viewer-foo\"><em>\u201cSem indiv\u00edduos inteligentes, n\u00e3o h\u00e1 cidades inteligentes\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-6egf5\"><em>Por Franco Cristiano<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-7tk8p\"><em>Fotos Divulga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-f5c41\">Pensar em uma cidade inteligente (smart city) \u00e9 caminhar para al\u00e9m da concep\u00e7\u00e3o ficcional e tecnocient\u00edfica de um territ\u00f3rio urbano, imaginariamente, marcado pela hiperconectividade e carros el\u00e9tricos. A bem da verdade, uma cidade inteligente, pode, quando n\u00e3o, at\u00e9 deve se valer dos mais diversos recursos tecnol\u00f3gicos dispon\u00edveis, contudo, jamais se deve deixar de compreender que este aparato tecnol\u00f3gico n\u00e3o deve encontrar fim em si mesmo. Toda esta tecnologia deve ser aplicada para alcan\u00e7ar efici\u00eancia no uso recursos naturais dispon\u00edveis que devem estar voltados \u00e0 sustentabilidade. A partir de um crit\u00e9rio t\u00e9cnico normativo, por defini\u00e7\u00e3o da ISO 37122:2019, as cidades inteligentes devem responder a desafios contempor\u00e2neos relevantes, como as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, instabilidade pol\u00edtica, econ\u00f4mica, social, sobremodo pelo engajamento dos diversos atores sociais, atrav\u00e9s de modelos de ampla colabora\u00e7\u00e3o, fazendo uso, por exemplo, de recursos tecnol\u00f3gicos como Intelig\u00eancia Artificial, Big Data, dentre outros instrumentos, que permitam a melhora nos servi\u00e7os p\u00fablicos e privados, o uso inteligente dos recursos naturais, a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o em uma perspectiva atual e futura.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-90ui0\">Nestes casos, se deve ter em vista que os indicadores de cidades inteligentes, reafirma-se, como a energia, meio ambiente, meios de transporte, consumos de recursos e consumo de \u00e1gua poder\u00e3o ser eficientemente medidos, comparados e analisados a partir de sistemas tecnol\u00f3gicos inteligentes, mas a instrumentaliza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica \u00e9 meio, n\u00e3o fim. O fim \u00e9 o uso sustent\u00e1vel dos recursos dispon\u00edveis, dirigidos a melhoria cont\u00ednua da qualidade de vida das gera\u00e7\u00f5es atuais e futuras. Uma cidade n\u00e3o poder\u00e1 ser considerada inteligente, se n\u00e3o fizer uso dos recursos tecnol\u00f3gicos, para buscar metas associadas a governan\u00e7a, transpar\u00eancia, planejamento urbano, meio ambiente, economia, estabilidade social, valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade, dentre outros elementos que podem atuar como indicadores espec\u00edficos da qualidade de vida de seus moradores. Poder\u00e1 ser detentora de um parque tecnol\u00f3gico avan\u00e7ado e, ainda assim, n\u00e3o ser uma cidade inteligente.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-de04q\">As cidades inteligentes que pretendem ser consideradas inteligentes, portanto, sobremodo \u00e0 luz dos padr\u00f5es internacionais, devem solucionar problemas do cotidiano de sua popula\u00e7\u00e3o em todos os n\u00edveis e escalas. Do contr\u00e1rio, como mencionado, ainda que fa\u00e7am uso de larga instrumentaliza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, n\u00e3o poder\u00e3o ser consideradas cidades inteligentes. De fato, uma pequena cidade, ainda que seja desprovida de conex\u00e3o a Internet, pode ser considerada inteligente se, por interm\u00e9dio do autofalante de uma igreja, consegue motivar o uso da coleta seletiva de lixo por parte dos seus moradores, por exemplo. E isso porque fez, sim, uso inteligente de seus poucos recursos tecnol\u00f3gicos (o altofalante da igreja) para melhorar a qualidade de vida de seus moradores e melhorar a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-7103a\">Por \u00f3bvio que, o sensoriamento urbano, a Internet das coisas (IoT) podem ser valiosos parceiros na constru\u00e7\u00e3o de cidades mais inteligentes. As redes 5G permitir\u00e3o, em raz\u00e3o de sua baixa lat\u00eancia, isto \u00e9, pela sua capacidade de comunica\u00e7\u00e3o praticamente instant\u00e2nea, a medi\u00e7\u00e3o quase instant\u00e2nea da qualidade do ar de uma determinada regi\u00e3o de uma cidade, para assim, se necess\u00e1rio, direcionar o tr\u00e2nsito de ve\u00edculos para uma regi\u00e3o mais adequada naquele exato momento. Os cidad\u00e3os poder\u00e3o acompanhar debates p\u00fablicos e opinar sobre determinado projeto de lei em tempo real, permitindo a constru\u00e7\u00e3o de um processo democr\u00e1tico cada vez menos dependente de representantes. Sistemas inteligentes poder\u00e3o prever, com razo\u00e1vel anteced\u00eancia, os riscos \u00e0 sa\u00fade em um determinado indiv\u00edduo, viabilizando o tratamento preventivo e impedindo que o progn\u00f3stico se concretize. Al\u00e9m de salvar vidas, este tipo de tecnologia implicar\u00e1 na redu\u00e7\u00e3o da sobrecarga do sistema de sa\u00fade com a redu\u00e7\u00e3o de seus custos. O fato \u00e9 que cidade inteligente \u00e9 a cidade com foco no desenvolvimento sustent\u00e1vel, na busca incessante pela melhora da qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-2185a\">E merece destaque ainda, que diversas medidas podem ser adotadas para tornar uma cidade inteligente, muitas vezes sem qualquer emprego de tecnologia de ponta. Neste sentido \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de cidades mais caminh\u00e1veis, \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de ciclovias e ciclofaixas. \u00c9 a disponibiliza\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os para realiza\u00e7\u00e3o de atividades f\u00edsicas e \u00e1reas verdes. \u00c9 o fomento \u00e0 cultura, \u00e9 a valoriza\u00e7\u00e3o da arte e da hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-323ag\"><strong>Qualidade de vida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-bqgg\">O crescimento cont\u00ednuo da popula\u00e7\u00e3o em todo o mundo exige que as cidades desenvolvam solu\u00e7\u00f5es como resposta \u00e0s necessidades sociais. Por essa maneira, as cidades inteligentes utilizam de meios tecnol\u00f3gicos para otimizar a entrega dos servi\u00e7os p\u00fablicos e melhorar a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o. Uma cidade inteligente \u00e9 aquela que disponibiliza incentivos, que motiva o mercado imobili\u00e1rio a voltar seus olhos para a realiza\u00e7\u00e3o de empreendimentos mais sustent\u00e1veis, como o uso de energia limpa, empreendimentos que estrategicamente mitiguem a forma\u00e7\u00e3o de ilhas de calor, que n\u00e3o dependam da supress\u00e3o de grandes fragmentos de vegeta\u00e7\u00e3o nativa.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-aknfn\">Em um cen\u00e1rio marcado por uma crise h\u00eddrica iminente, projetos voltados ao reuso da \u00e1gua, por exemplo, se tornam praticamente obrigat\u00f3rio para as cidades que pretendem ser consideradas inteligentes. A convers\u00e3o de \u00e1guas residuais em \u00e1guas pass\u00edveis de reutiliza\u00e7\u00e3o, como para fins de irriga\u00e7\u00e3o, higieniza\u00e7\u00e3o de vasos sanit\u00e1rios, para uso em ind\u00fastrias espec\u00edficas deve, por exemplo, ser item priorit\u00e1rio na pauta de qualquer cidade que pretenda ser chamada de inteligente. O monitoramento em tempo real dos recursos h\u00eddricos, utilizados por uma ind\u00fastria, dos impactos causados em determinado corpo h\u00eddrico em fun\u00e7\u00e3o do lan\u00e7amento de seus efluentes, podem viabilizar a an\u00e1lise preditiva de impactos ambientais indesejados, permitindo corre\u00e7\u00f5es de rota de forma antecipada, de modo a impedir o comprometimento muitas vezes letal destes recursos naturais.<\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-c0kr6\">A integridade dos recursos que tem dispon\u00edveis em suas m\u00e3os, n\u00e3o se tem d\u00favida, deve ser o grande prop\u00f3sito de qualquer cidade que queira ser chamada de inteligente. Cidades inteligentes s\u00e3o a tradu\u00e7\u00e3o de comunidades inteligentes, de indiv\u00edduos inteligentes. Sem indiv\u00edduos inteligentes, n\u00e3o h\u00e1 cidades inteligentes. E indiv\u00edduo inteligente, n\u00e3o se deve ter d\u00favida, \u00e9 aquele que lan\u00e7a os seus pr\u00f3prios olhos e esfor\u00e7os para a constru\u00e7\u00e3o de uma comunidade eficiente e sustent\u00e1vel. Mais do que a aplica\u00e7\u00e3o da tecnologia pura e simples em um espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"592\" height=\"334\" src=\"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/4ac39f_bfd166e599a54e86b9f17b6ddd3973d1mv2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9577\" srcset=\"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/4ac39f_bfd166e599a54e86b9f17b6ddd3973d1mv2.jpg 592w, https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/4ac39f_bfd166e599a54e86b9f17b6ddd3973d1mv2-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 592px) 100vw, 592px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p id=\"viewer-bhct3\"><strong><em>Franco Cristiano da Silva Oliveira Alves<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p id=\"viewer-frb31\"><em>Advogado com atua\u00e7\u00e3o em Direito Ambiental, Urban\u00edstico e Imobili\u00e1rio. Autor de diversos artigos e livros sobre urbanismo e sustentabilidade. S\u00f3cio Diretor da SPBR Planejamento e Consultoria Urban\u00edstica e Ambiental. Diretor Executivo da \u00c9vora Urbanismo.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cSem indiv\u00edduos inteligentes, n\u00e3o h\u00e1 cidades inteligentes\u201d Por Franco Cristiano Fotos Divulga\u00e7\u00e3o Pensar em uma cidade inteligente (smart city) \u00e9 caminhar para al\u00e9m da concep\u00e7\u00e3o ficcional e tecnocient\u00edfica de um<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9576,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-9575","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9575","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9575"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9575\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9578,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9575\/revisions\/9578"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9576"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9575"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9575"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahubclub.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9575"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}