Grupo Bahamas faz 40 anos
( A semente do Grupo Bahamas foi plantada no ano de 1983 em uma loja de 36m², no Bairro Santa Luzia, em Juiz de Fora, onde funcionou um bar que chegava a ficar até 24 horas aberto )
O Grupo Bahamas está em festa e comemorando com desafio! Nos 40 anos de história, orgulha-se da grande valorização ao passado, mas quer também focar no crescimento atual e futuro. Por isso, lançou o projeto “40 anos em 4”, com o objetivo de chegar em 2026 entre
as 10 maiores empresas do setor no país. A intenção é, ainda, se aproximar da marca dos R$ 8 bilhões de faturamento. “São cerca de 30 grandes redes operando no país e hoje estamos entre as 20. Não é fácil ganhar posições nesse ranking, mas sabemos que podemos
crescer”, afirma o CEO do Grupo, Jovino Campos Reis.
Com projetos bem estruturados e metas ousadas, o Grupo, que hoje tem 74 lojas e emprega 8.500 colaboradores, planejou o crescimento de forma sustentada. Em 2003, quando completou 20 anos, por exemplo, já figurava como terceira maior rede mineira com 17 lojas, segundo o ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) de 2004, com números do ano anterior. Dez anos depois, aos 30 anos, já eram 31 lojas e faturamento de R$ 1,18 bilhão em 2013. De lá para cá, o que se viu foram fortes investimentos em expansão e modernização, o que refletiu fortemente no faturamento anual. Hoje, com R$ 3, 76 bilhões em
faturamento, em 2022, o Bahamas é a principal rede supermercadista sediada no interior de Minas, a quarta maior rede do estado e está entre as 20 maiores do Brasil. Aquele bar que vendia de dose em dose, ou que o atacado significava de garrafa em garrafa, por maior que
fosse o número de pedidos, hoje vende muito, mas muito mesmo. Tanto que principal bandeira já é a de atacado e varejo, a Bahamas Mix, da qual muitos bares são clientes.
A rede está presente em toda a Zona da Mata e Campo das Vertentes, região sede da empresa, no Alto Paranaíba e Triângulo, aonde chegou em julho de 2013, e já é umas
das principais. No polo de atacado no País, o Bahamas Mix encontrou terreno propício para expansão e, em contrapartida, recebe altos investimentos do Grupo. Do total de 74 unidades, 31 já são do atacarejo, 16 delas na regional Triângulo.
Hoje, além da ousadia de abrir o bar, Jovino Campos relembra os principais momentos que marcaram de maneira mais acelerada o crescimento do grupo. “A expansão na Zona da Mata chegando a Viçosa em 1993; a construção do centro de distribuição também na Zona
da Mata, em 2012, e a chegada ao Triângulo Mineiro em 2013”, aponta. A aquisição do novo centro de distribuição no Triângulo, em 2022, também é um grande marco para a empresa, segundo Campos.

( O primeiro mercado do Bahamas foi inaugurado no Bairro Santa Luzia, em 1985, após as boas experiências conquistadas com o bar e as mercadorias )
“30 anos em 3”
Além da simbólica marca de atingir o primeiro bilhão em faturamento, 2013 foi também mais um ano de planejamento de maior expansão do grupo. Semelhante ao plano atual, em 2013, quando completou 30 anos de história, o Grupo Bahamas lançou o projeto “30 anos
em 3”. Entre as ações, além da expansão no número de lojas, estava a criação da “Universidade Corporativa Bahamas”, para desenvolver treinamentos específicos para funcionários com foco em cada segmento da empresa. Com o número 3 parecendo mágico, outra ação foi a inauguração da terceira loja “Bahamas Mix”.
Na oportunidade, Jovino Campos confirmou a abertura de um centro de distribuição (CD) em Uberlândia, para ancorar a expansão na região. Ainda em 2013, Uberlândia receberia três lojas do grupo, com investimentos de R$ 50 milhões. O centro de distribuição começava a ser
construído nas margens do rodoanel Airton Senna, de onde a empresa projetou impulsionar a expansão na região. Hoje são 26 unidades distribuídas por Araguari, Araxá, Frutal, Ituiutaba, Iturama, Monte Carmelo, Patos de Minas, Patrocínio, Uberaba e Uberlândia.
Em 2016, no dia 26 de maio, a empresa já havia inaugurado, em Uberlândia, aquela que a direção da rede considerou uma elevação do patamar da empresa para um posto ainda mais alto da atuação da empresa na região. Foi a primeira loja Empório Bahamas, bandeira gourmet na cidade, situado numa das principais avenidas da cidade, a Rondon Pacheco, com área construída de 5,7 mil metros quadrados e 2, 5 mil de área de venda.
Os investimentos nas regiões do Triângulo e Alto Paranaíba já vinham sendo planejadas dentro de um projeto “de um estudo possibilidades” feito em 2011 para as cidades “que mostraram condições de receber investimentos do Grupo Bahamas”. Além das duas
regiões mineiras, os estudos não descartavam também o sul de Goiás.
Aniversário
Para comemorar todas essas conquistas, a campanha de aniversário em março e início de abril, desenvolveu várias ações com mais de R$ 1 milhão em prêmios e 10 mil vales-compras. A campanha do troco solidário ganhou reforço na divulgação e incentivo para doações e a
festa solidária, para arrecadação de alimentos e itens de primeira necessidade, que são repassados a instituições beneficentes. O garoto-propaganda da rede, Nerso da Capitinga é protagonista da campanha.
A nossa história
O fato é que aquele bar aberto pelos sócios Jovino Campos Reis e Paulo Roberto Lopes poderia nada ter a ver com o que é hoje o quarto maior grupo supermercadista de Minas Gerais. E, na verdade, hoje é um exemplo de união, inspiração, trabalho conjunto e
foco em crescimento.
Paulo Roberto Lopes, filho de Olegário Lopes e Martha Laier Lopes, trabalhava numa fábrica de regadores, cafeteiras e lamparinas desde os 12 anos. Jovino Campos, natural de Rio Pomba, na Zona da Mata, e filho do casal José de Paula Reis Filho e Maria da Penha Campos dos Reis, era marceneiro, ofício que aprendeu com o pai, que também trabalhava nessa profissão. Os meninos de 20 e poucos anos, certo dia, conversavam em outro bar da cidade, o bar do Vira Vira, enquanto se escondiam de um temporal de chuva. Lá combinaram
abrir um negócio em conjunto. A ideia inicial de Paulo Roberto era um comércio de frutas, verduras e demais produtos do campo, mas decidiram criar um bar. O Bá´Hamas foi incubado. O nome faz alusão à atividade econômica “bar” com o conjunto de ilhas que compõem o país da América Central, Bahamas.
A história do grupo está registrada na publicação comemorativa “Revista Bahamas 40 anos” que registra, por exemplo, os primeiros momentos daquele empreendimento que originou o grupo. “O bar, que abriu as portas em 14 de março de 1983, chegava a ficar 24 horas sem fechar e vendia basicamente cachaça e alguns tira-gostos. Em dias normais, as atividades no Ba’Hamas começavam às 5h30. O atendimento começava às 6h e ia até as 22h ou 23h, ou madrugada adentro, não raramente até o dia clarear.
“Aos poucos, a gente foi colocando alguns atrativos, como mesa de sinuca e totó. Então, o cliente chegava para tomar uma cerveja já bem tarde e não ia mais embora”, conta Jovino à revista comemorativa.
“Várias noites eu fechava o bar, já de manhã, ia até a casa da minha mãe aqui perto tomar banho e depois seguia para a fábrica”, revela Paulo Roberto.
Naquela altura, Paulo Roberto ainda trabalhava na fábrica, de onde já havia pedido desligamento, mas os donos não queriam concordar com a saída dele, onde trabalhava desde os 12 anos de idade.
1ª filial
O bar foi crescendo e começava a ganhar status de mercearia, com cada vez mais produtos para o abastecimento doméstico. Com isso, a clientela foi aumentando e a confiança nos empreendedores por parte dos clientes ia na mesma proporção. Não demorou muito para ser necessário separar os produtos de mercearia dos de bar. Com o aumento da venda de arroz,
feijão e demais itens de mercearia, foi necessária uma divisão dos negócios. Assim, ainda em 1983, o Ba’hamas ganhou sua primeira filial.
Ela foi inaugurada quase em frente ao bar e logo começou a crescer com a venda de produtos de mercearia. O sucesso no novo ramo foi tanto que, em março de 1984, os irmãos encerraram a atividade de bar e transformaram o local em mercearia apenas. O nome
da empresa, então, perdeu o apóstrofo, e inicia-se de vez a história do Bahamas, puramente no segmento que o fez crescer sem parar.
Primeiros grandes investimentos
Depois do bar, das mercearias, veio o primeiro “mercado”, aberto no bairro Santa Luzia, em 1985. O próximo grande investimento seria a aquisição de um terreno, no bairro São
Pedro, em 1987, aquele que foi o maior passo da história do Bahamas, até aquele momento, como narra a revista Bahamas 40 anos. Afinal, a empresa saía do bairro de origem e, pela
primeira vez, levava a bandeira à outra região da cidade. Era também a construção de um supermercado “do zero”.
“Nossa família ficou muito preocupada na época, pois havia supermercados já naquele bairro e o investimento era alto”, conta Paulo Roberto à publicação comemorativa. “Eu sempre fui muito corajoso e, juntos, fizemos aquilo acontecer. Negociava preços com os fornecedores e, aos poucos, ganhamos nosso espaço”, acrescenta Jovino.
É preciso ressaltar que os primeiros anos do Grupo coincidem com um dos períodos de maior dificuldade para a economia brasileira e, em especial, para o setor supermercadista. Os anos 1980 foram de estagnação econômica, inflação alta, planos econômicos que não deram certo, tabelamento de preços e fiscalização abusiva nos supermercados. Mas a determinação da
dupla Jovino e Paulo Roberto não os deixou desanimar.
Em 1988, a empresa estabelece mais um marco com a inauguração de uma loja na avenida Rio Branco, o principal do município e por onde trafega a população de toda a cidade. À partir dali, iniciava-se o processo de crescimento por toda a cidade e a região. A loja funcionou até 1994, quando venceu o contrato de locação do espaço. Mas, no mesmo ano, foi aberto o
Bahamas São Vicente, num centro comercial na mesma avenida, no bairro Alto dos Passos. O local é de grande relevância na história do Bahamas e nos resultados financeiros. Hoje, é a maior da cidade em faturamento no segmento varejista, segundo a empresa. O ponto
marcou, depois de abrigar um supermercado modesto, a construção do primeiro hipermercado da bandeira.
O endereço é também da experiência do primeiro supermercado da cidade e da bandeira, aberto 24 horas, que funcionou de 2006 a 2018. O imóvel abrigou ainda a primeira loja de conveniência, o Bahamas Express, aberta em 2018 e que funcionava de forma complementar”
ao hiper. Os investimentos na época foram de R$ 23 milhões num projeto de reformulação e modernização por completo do imóvel. Na oportunidade, Jovino Campos, informou que o objetivo da unidade seria trazer mais benefícios para os consumidores. “Unimos os dois
conceitos em uma única loja, com muita comodidade e conforto. Nosso projeto foi concluído com sucesso e esperamos que os consumidores também pensem desta forma, afinal, foi pensando neles que fizemos este grande investimento”.
Práticas ESG
Além do atendimento diário e essencial ao consumidor, o Bahamas tem forte atuação também no apoio ao esporte e a trabalhos sociais. Um dos exemplos é o Projeto Parceria Inclusiva, com instituições de apoio a pessoas com deficiência (PCD), com o objetivo de
incluí-las no mercado de trabalho. Por meio da “Seleção Inclusiva”, todo o processo de recrutamento e seleção dos candidatos PCDs é conduzido por uma equipe especializada. A empresa adota ainda o trabalho “Conhecer para Incluir”, que visa facilitar e assegurar a
adaptação do novo colaborador PCD na empresa, além de apoiar os líderes no processo de inclusão. O “Encontro com Cidadania” estimula a melhor relação entre os líderes e colaboradores, envolvendo-os no processo de diversidade e inclusão.
Dos exatos 8,438 colaboradores, 4,926 são mulheres, 671 delas em cargos de lideranças. A empresa emprega 422 PCDs e 371 jovens aprendizes. Só entre 2016 e 2018, antes da pandemia, a empresa recebeu cinco premiações em boas práticas em gestão de pessoas e
cidadania corporativa.
O Grupo desenvolve ainda projetos esportivos para crianças carentes e adota o Trocos solidários para contribuir com diversas instituições e hospitais. Só em 2022, foram repassados R$ 577.7 mil e o total já supera R$ 3 milhões.
No campo da sustentabilidade ambiental, desenvolve trabalhos de reciclagem de papéis, plásticos, vidros e óleo de cozinha; adota instalações de sistemas alternativos de tratamento de água e tem instalações de sistemas de tratamento de efluentes com monitoramento diário; Aplica treinamento dos colaboradores sobre temas ambientais com o objetivo de conscientização e contrata empresas especializadas para as atividades de gerenciamento
ambiental, monitoramento da qualidade da água de consumo e dos efluentes, além da coleta de resíduos, com destinação final correta. Adicionalmente, investe no plantio de mudas de árvores e o monitoramento do desenvolvimento das espécies de plantas e animais silvestres.
Multicanalidade – lojas ao gosto do cliente. O grupo Bahamas está entre as empresas do setor que mais investem em diversificação de canais. As lojas estão distribuídas em sete formatos, para atender a todos os perfis de clientes e momentos de compra.
Bahamas Mercado – Formato que guarda a tradição fundamental do Bahamas, de estar próximo da comunidade, sendo uma loja de menor porte, que desempenhou papel importante no processo de expansão do grupo. Está presente em Juiz de Fora, com
quatro lojas.
Supermercado Bahamas – Com um mix maior em relação ao Bahamas Mercado, também ocupa maior espaço físico. As suas 15 lojas estão espalhadas pelas cidades de Juiz de Fora, Uberlândia, Barbacena, Viçosa, Ponte Nova, Além Paraíba, Cataguases, São João Del
Rei e Muriaé.
Bahamas Hipermercado – Comercializa em torno de 13 mil itens. As bandeiras desse formato estão instaladas em Juiz de Fora, em terrenos que variam de 6,5 mil a 20 mil metros quadrados. São quatro lojas. Bahamas Mix – É a bandeira de atacarejo do grupo. São
33 unidades nas regionais Zona da Mata e Triângulo Mineiro.
Empório Bahamas – Focada em produtos sofisticados, prima por um design interno de loja mais elaborado e por um mix selecionado. São oito lojas instaladas em Juiz de Fora, Uberlândia, Uberaba, Ubá e Muriaé.
Bahamas Express – Criada em 2018, a bandeira caçula do Grupo Bahamas, as lojas Express, num total de 11, são uma evolução do conceito de conveniência. Além dos produtos para consumo imediato, tem um mix de itens de primeira necessidade, como limpeza e higiene pessoal e gêneros alimentícios.
Anos de dificuldades
A história do Bahamas é bonita e alegre. Tanto que o garoto propaganda, com contrato assinado em 1999, é um dos maiores humoristas brasileiros, o “Seu Nerso da Capitinga”. Talvez alguém o conheça também pelo nome real, Pedro Bismarck.
Hoje, os altos investimentos sempre superando a casa dos R$ 100 milhões anuais, em nada lembram os tempos difíceis. “Passamos por um grande sufoco financeiro na virada dos anos 1990 para o ano 2000”, conta Jovino à revista 40 anos do Bahamas. Segundo ele, foi um dos períodos mais difíceis vividos pela empresa. “Alguns fornecedores deixaram de fornecer pra gente, banco começava a cobrar juros e impostos estavam atrasados”, conta.
Naquele momento os sócios se uniram ainda mais e buscaram a melhor saída. Uma das medidas foi a profissionalização com apoio de consultores e advogados para equacionar a dívida. Mas, narra a publicação comemorativa, partiu de Jovino a ideia de priorizar alguns pagamentos e não houve dúvidas entre eles: primeiramente os funcionários. “Mesmo na crise, a gente nunca atrasou um dia de pagamento. (…) A prioridade é nosso colaborador”. E foi essa valorização do funcionário e os ajustes internos que levaram a empresa a retomar o caminho do crescimento.
Hoje o Grupo Bahamas tem um sólido trabalho de compliance, com gestão profissionalizada, respeito às práticas ESG e inabalável confiança no crescimento contínuo e sustentado. Que venham os próximos 40 anos.

( A grande aposta de expansão do Grupo Bahamas está no Triângulo Mineiro. A empresa chegou à região em 2013, com uma granade unidade da bandeira Mix no município de Uberlândia )
