REVOLUÇÃO DA MATURIDADE

Nos últimos tempos, podemos enfatizar a condição das mulheres nessa conquista madura sobre todas as coisas e pessoas

Geni Costa | Fotos Divulgação

Começo esse artigo parafraseando Lya Luft quando diz: “A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranquilidade, querer com mais doçura.” Com essas afirmações podemos entender a maturidade como um tempo libertador para uma vida plena e com potência, encarando a realidade de forma nua e crua, mas com sabedoria, experiência e leveza.

A maturidade é algo que precisamos alcançar. Faz parte dos ciclos da vida. Uns amadurecem com mais idade, outros com menos. Mas, não podemos negar – ela é essencial para o processo de evolução natural da vida.

Na maturidade, há uma revolução do autoconhecimento. Passamos a saber, exatamente, o que queremos fazer e onde estar; o que desejamos nos livrar ou acatar; o que ansiamos das crenças e valores morais; o que reivindicamos socialmente e em quais companhias investir. É tempo de mais permissões. Privilégio este conquistado por quem já passou bastante tempo consigo mesma. É hora de aproveitar.

Nos últimos tempos, podemos enfatizar a condição das mulheres nessa conquista madura sobre todas as coisas e pessoas.

Nesse novo tempo assistimos um movimento forte para melhor engajamento da mulher, maior respeito pelo que ela é. Estudos e evidências comprovam que as mulheres, em especial, aquelas com 50+ nunca estiveram tão felizes. Elas estão no epicentro das mudanças sociais. Alguns relatos podem comprovar tais afirmações: “Não gostaria de voltar atrás. Quero desbravar o que a vida está me oferecendo agora”. (Marina Lima – cantora). “Aprendi ao longo dos anos, ou você aceita como se enxerga e passa a ser feliz com aquilo ou será frustrada”. (Cristiana Oliveira – atriz). “Somos a primeira geração de pessoas com mais de 45 anos a falar sobre maturidade, a questionar muitas coisas e a viver mais”. (Silvia Ruiz – jornalista).

Realmente, estamos vivendo uma longevidade extensa, tanto para homens como para mulheres. Melhor será se vivermos muito, com qualidade de vida, bem-estar, autonomia e independência.

Por fim, podemos afirmar que a percepção da idade e da valorização do status social estão entre as metas a serem melhor atingidas, desde que as histórias construídas não sejam esquecidas no passado.

Geni Costa Profa. Titular Universidade Federal de Uberlândia Palestrante, podcaster, comunicadora e escritora

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