Instituto Hortense: Uma jornada de transformação através da educação socioemocional
Por Carolina Barros / Fotos: Divulgação
Em meio à agitação do cotidiano, muitas vezes esquecemos que o verdadeiro poder de transformação está dentro de nós. E foi exatamente essa força que inspirou a criação do Instituto Hortense, uma organização de Uberlândia que vem mudando vidas desde 2016, levando esperança, empatia e autoconhecimento às crianças, jovens, famílias e profissionais da educação. Já são mais de 1,2 milhão de estudantes beneficiados pelo projeto, mais de 3 mil escolas atendidas e mais de 5 milhões de pessoas impactadas.
Uma história carregada de propósito, fé e dedicação, que hoje nos convida a refletir sobre o impacto da educação emocional na construção de uma sociedade mais consciente e colaborativa.
Fundado pelo cantor, compositor, escritor e palestrante Leo Chaves, o Instituto nasceu de uma experiência pessoal profunda. Durante um momento de busca por sentido, Leo conheceu Irmã M. Hortense Müller, uma mulher de fé e dedicação que, com sua espiritualidade e amor ao próximo, deixou uma marca indelével no coração do artista. Essa conexão foi o pontapé inicial para que Leo decidisse homenagear a memória de Hortense, fundando uma instituição que levasse adiante seus valores de amor, serviço e fé na educação.
Desde então, o Instituto Hortense atua com um propósito claro: acolher e formar pessoas capazes de transformar suas comunidades, promovendo uma cultura de responsabilidade, empatia e autoconhecimento. Sua metodologia inovadora, a Educação, Autoconhecimento e Inteligência (EAI), é uma ferramenta poderosa que desenvolve competências socioemocionais essenciais para a vida. Entre elas, destacam-se a empatia, o autocontrole, a tomada de decisão responsável, a comunicação e a resolução de problemas. Essas habilidades, alinhadas às diretrizes da BNCC, preparam crianças e jovens para enfrentarem os desafios do mundo com resiliência e sensibilidade.
Impacto e meta
O impacto do Instituto é expressivo e crescente: somente em 2024, mais de 5.822 estudantes foram beneficiados diretamente, e mais de 6.543 pessoas impactadas por suas ações. 100% de atendimento às escolas e organizações da sociedade civil (OSCs) nos municípios onde atua. Com 236 ações realizadas ao longo do ano, a satisfação da comunidade é impressionante, atingindo 96%. Além de Uberlândia, a presença do Instituto se estende por outros estados, atingindo mais de 550 mil estudantes, mil escolas e organizações da sociedade civil em Goiás, Minas Gerais, Bahia e outros locais. A meta para 2025 é ainda mais ambiciosa: impactar um milhão de estudantes, expandir para mais de 3 mil escolas e alcançar mais de 5 milhões de vidas.
O que torna o trabalho do Instituto tão especial é sua abordagem prática e humanizada. As ações vão além do ensino formal, promovendo encontros familiares, lives, seminários e acolhimentos pedagógicos que fortalecem os vínculos e estimulam o desenvolvimento integral. Cada história de mudança é uma prova de que a educação socioemocional é uma ponte para uma sociedade mais justa, compassiva e resiliente.
Com uma equipe comprometida, uma metodologia eficaz e uma visão de futuro ousada, Leo Chaves reafirma por meio do Instituto Hortense seu papel de protagonista na construção de uma sociedade mais empática e consciente.
Porque, no final das contas, a maior transformação acontece quando aprendemos a olhar o outro com mais amor, mais compreensão e mais empatia. E é isso que o Instituto Hortense faz todos os dias: semear esperança e cultivar um futuro mais humano para todos nós.
ENTREVISTA
Como o Instituto Hortense mensura o impacto de suas ações na vida dos estudantes e comunidades atendidas?
O Instituto Hortense utiliza uma abordagem que combina indicadores quantitativos e qualitativos para avaliar seu impacto. A metodologia inclui autodeclarações, relatos de professores e estudantes, acompanhamento longitudinal, pesquisas de percepção e relatórios baseados em evidências. Essa avaliação considera a complexidade do comportamento humano. Dados recentes mostram que 86,8% das equipes gestoras percebem melhorias no ambiente escolar, 82,6% dos professores notam avanços no rendimento dos estudantes, e 53,7% dos alunos indicam maior atenção durante as aulas. Esses resultados reforçam o compromisso do Instituto com a transformação social por meio da educação socioemocional e do acompanhamento contínuo.
Quais são os principais desafios enfrentados ao expandir a metodologia EAI para diferentes regiões e contextos culturais?
A expansão da Metodologia EAI demanda adaptações às especificidades culturais e educacionais de cada local, respeitando suas particularidades sem perder a essência do método. É fundamental investir na formação continuada de educadores locais para garantir uma aplicação sensível e alinhada aos princípios do programa. Além disso, o estabelecimento de parcerias sólidas com redes de ensino e organizações sociais que compartilhem seus valores é essencial. A metodologia, baseada na BNCC, é flexível e centrada nas experiências reais dos estudantes, o que facilita sua implementação em diversos contextos culturais e regionais, mesmo diante das diferenças.
De que forma o Instituto Hortense trabalha com as escolas e OSCs para garantir a sustentabilidade das ações socioemocionais?
O Instituto adota uma estratégia contínua, com um Plano de Trabalho que inclui capacitações mensais de educadores e gestores, acompanhamento técnico, rodas de conversa, encontros com famílias, jornadas socioemocionais e distribuição de materiais pedagógicos. Incentiva a criação de núcleos locais de multiplicadores, capacitando lideranças internas para disseminar as práticas, promovendo autonomia às organizações parceiras. Além disso, realiza eventos como palestras e atividades focadas na educação socioemocional para fortalecer vínculos e garantir que os efeitos das ações sejam duradouros e integrados à cultura das instituições.
Como o trabalho do Instituto contribui para a redução de problemas como bullying e cyberbullying nas escolas?
Através da Metodologia EAI, o Instituto promove competências socioemocionais essenciais, como empatia, respeito e escuta ativa, fatores que tornam o ambiente escolar mais acolhedor e seguro. A autorregulação emocional ajuda os estudantes a reconhecerem e gerenciarem suas emoções, enquanto habilidades de resolução de conflitos facilitam a mediação de desentendimentos. A abordagem reforça valores de tolerância e respeito às diferenças, contribuindo para uma cultura de convivência mais pacífica e reduzindo práticas discriminatórias e violentas.
Quais estratégias o Instituto Hortense utiliza para envolver famílias e comunidades no processo de educação socioemocional?
O Instituto reconhece a importância da participação familiar e comunitária. Promove reuniões com famílias e ações integradas na escola, usando o material EAI Família, que incentiva reflexões sobre o papel da família na formação socioemocional. Essas ações estimulam práticas de diálogo, empatia e responsabilidade, ampliando o entendimento sobre a importância da educação emocional e fortalecendo a rede de apoio ao estudante. Assim, cria-se uma cultura de colaboração entre escola, família e comunidade, favorecendo o desenvolvimento integral dos estudantes.
Como a metodologia EAI se diferencia de outras abordagens de educação emocional existentes no mercado?
A Metodologia EAI diferencia-se por integrar o desenvolvimento socioemocional à formação ética e cidadã, promovendo autonomia e protagonismo dos estudantes. Sua criação, baseada em experiências de educadores experientes, garante uma abordagem sensível, realista e eficaz. Destaca-se por uma base sociointeracionista, que valoriza a construção coletiva do conhecimento, por uma didática adaptada ao cotidiano escolar, além do suporte contínuo do Instituto e dos materiais que aumentam a confiança dos educadores na aplicação. Essa combinação torna a EAI uma proposta única para o desenvolvimento integral dos estudantes.
Quais são as principais habilidades socioemocionais que o Instituto busca desenvolver nos estudantes por meio da EAI?
A EAI busca desenvolver autoconhecimento, autogestão emocional, flexibilidade cognitiva, criatividade, habilidades sociais como empatia, comunicação não violenta, construção de vínculos e valores humanos como solidariedade e respeito. Fortalece também o senso de pertencimento e responsabilidade cidadã. O objetivo é formar estudantes conscientes, colaborativos e aptos a enfrentar desafios, contribuindo para uma convivência ética e uma sociedade mais justa e inclusiva.
De que forma a atuação do Instituto Hortense pode influenciar na formação de cidadãos mais conscientes e resilientes a longo prazo?
Ao promover competências como autoconhecimento, autocontrole, responsabilidade e senso de pertencimento, o Instituto ajuda na formação de indivíduos que compreendem suas emoções e ações. Essa formação incentiva atitudes éticas, solidárias e responsáveis, além de fortalecer a resiliência emocional e a autonomia. Assim, os estudantes desenvolvem relacionamentos saudáveis, maior engajamento comunitário e uma postura ética, contribuindo para uma sociedade mais equilibrada, participativa e preparada para desafios futuros.
Quais planos o Instituto tem para ampliar ainda mais sua atuação internacionalmente nos próximos anos?
Atualmente, o foco está em consolidar ações no Brasil, fortalecendo parcerias com OSCs e redes públicas de ensino em estados como Minas Gerais, Goiás e São Paulo, além de dialogar com municípios do Sul, Nordeste e Centro-Oeste. A expansão internacional é um objetivo futuro, impulsionada pelo desejo de impactar comunidades globais e promover transformação, mas priorizam o fortalecimento da presença nacional antes de avançar para outros países.
Como as empresas e outras organizações podem contribuir ou estabelecer parceria com o Instituto Hortense para potencializar o impacto social?
Empresas podem apoiar financeiramente projetos (QR Code no site), oferecer expertise em gestão, comunicação e tecnologia, participar de voluntariado corporativo, divulgar as ações do Instituto e colaborar em eventos como o Amigos do Futuro. Tais parcerias, baseadas em valores compartilhados, ampliam o alcance do impacto social, promovendo transformações reais na vida de estudantes, educadores e comunidades. Essa colaboração é fundamental para construir uma sociedade mais justa, inclusiva e participativa.

