Prevenção – Câncer de mama e sua correlação com o intestino
Adriana Camargo | Fotos Divulgação
Em nosso intestino temos conjuntos de bactérias que metabolizam o estrógeno por meio de uma enzima chamada B-glucuronidase, que são denominadas ESTROBOLOMA.
Quando há uma Disbiose desequilíbrio na microbiota intestinal, caracterizado pela redução de bactérias benéficas e o aumento de micro-organismos nocivos) essa enzima é produzida em excesso, promovendo a reativação e recirculação de estrogênios que deveriam ser eliminados.
Esse desequilíbrio aumenta a exposição hormonal e está associado ao maior risco de câncer de mama hormônio-dependente.
A alimentação natural e rica em fibras é a principal forma de proteger o estroboloma e reduzir esse risco. Frutas, verduras, legumes, leguminosas, sementes e alimentos fermentados alimentam as bactérias benéficas, reduzem a inflamação e favorecem a eliminação dos estrogênios pelo intestino.
Já os ultraprocessados, açúcares, gorduras ruins e álcool estimulam a disbiose e aumentam a atividade da
-glucuronidase.
O lema “descascar mais e desembalar menos” reflete o cuidado em escolher alimentos vivos e integrais, que nutrem o microbioma e reduzem toxinas como micotoxinas e aditivos industriais. Na suplementação, probióticos específicos, fibras prebióticas (inulina, FOS) e compostos antioxidantes como resveratrol, ômega-3 e magnésio auxiliam na modulação da microbiota e na regulação hormonal. Manter o intestino saudável é, portanto, uma poderosa estratégia natural de prevenção do câncer de mama e equilíbrio hormonal feminino.
Adriana Camargo – Nutricionista com ênfase em Saúde intestinal
Cursos de Especialização
- Nutrologia Aplicada a Prática do Consultório – Doença Inflamatória
Intestinal”, - Microbiota intestinal e imunidade
- Estroboloma e a prevenção do Câncer de Mama
Pôs graduada em Terapia Cognitivo Comportamental

